Pular para o conteúdo principal

Eu boteco, tu botecas e nós, Comida di Buteco


Carne de sol, peixes do Rio São Francisco, feijão andu, requeijão escuro, buriti, cagaita, seriguela, pequi, rapadura, sementes de coentro fresca e manteiga de garrafa. Começa hoje o evento que combina cultura, comida boa, cerveja gelada e amigos. Em sua 12ª edição, o Comida di Buteco em Belo Horizonte homenageia o Vale do Jequitinhonha e o Norte de Minas com 11 ingredientes especiais.

Além da capital mineira, o evento acontece simultaneamente em mais 15 cidades do Brasil. E em uma delas, Juiz de Fora, estarei como jurada. Estou de partida para lá hoje, mas semana que vem já estou de volta para dar conta de 41 bares em Beagá.

Eu boteco!

Comentários

Andréa Potsch disse…
Já fiu a um boteco participante aqui no Rio esse ano! Só que não pedi o prato que era uma linguiça de feijoada... hihih não levei muita fé não!
bjs

Postagens mais visitadas deste blog

Assa peixe em Sabará

No final de novembro do ano passado estive em Sabará, bem pertinho da capital mineira, para participar do 27º Festival da Jabuticaba. Na época estava em uma correria e acabei não falando uma linha sobre o assunto aqui no blog. E agora vasculhando alguns arquivos achei um material bacana, receitas e dicas que vale contar para vocês. Além de servir de inspiração para participar do próximo festival, a cidade merece ser visitada sempre, pois os produtores artesanais, restaurantes e cozinheiros estão preparados para receber o ano todo. Para começar, preciso contar a minha maior surpresa por lá, o assa peixe frito. É feito pelo cozinheiro Manoel Ferreira, que trabalha no restaurante do Parque Quinta dos Cristais . Ele conta que aprendeu a cozinhar com a mãe, que o ensinou não só o ofício, mas também o prazer em degustar e identificar os sabores presentes em cada garfada. Para quem não conhece (assim como eu não conhecia), o assa peixe é uma urtiga, muito usada como planta medici...

Receita de pudim

Esse fim de semana foi daqueles com família reunida, muitas risadas e, claro, cozinha. Mesmo antes de encontrar com minha irmã ela já havia mandando recado com um pedido especial e praticamente obrigatório lá em casa: pudim. Em meio a tantas programações arrumei um tempinho para preparar o doce e fiz uma receita simples, rápida e deliciosa. Essa sobremesa é uma das mais unânimes que conheço. E se tem uma coisa linda na vida é virar a forma e ver aquele caramelo dourado escorrendo sobre o pudim, todo lindão! Ingredientes: 2 latas de leite condensado 500 ml de creme de leite fresco 4 ovos (eu usei caipira e meu pudim ficou amarelinho!) 1 ½ xícara de açúcar cristal ½ xícara de água Modo de preparo: Bater no liquidificador o leite condensado, o creme de leite fresco e os ovos. Caramelizar a forma com a calda de açúcar e água e despejar o creme do pudim. Levar para assar em banho maria por 40 minutos ou até enfiar uma faca e ela sair limpinha. Esperar o pudim enfria...

Dona Conceição

O texto de hoje não é uma indicação do novo restaurante da cidade. Muito menos uma receita imperdível para o jantar de logo mais. É sobre a responsável por minha paixão pela cozinha, Dona Conceição. Hoje ela completa 86 bem vividos anos e tenho a honra de tê-la como exemplo há 32. Vovó representa para mim duas importantes bandeiras: cozinhar com amor e a força da mulher. Pode parecer até um pouco contraditório colocar esses assuntos juntos, mas não é. Apesar dela ter cozinhado muito por imposição, o que ela me ensinou foi o ato de cozinhar por prazer. Me ensinou que eu poderia fazer isso por gostar e não por ser obrigada. Acho que ela conseguiu, com enorme sabedoria, extrair dos tachos de comida para mais de cinquenta pessoas o que há de mais belo na culinária: doar-se através da comida. Ela pilava o próprio arroz e não sentiu só a dor nos braços com o esforço, mas a gratidão por ter o alimento em casa. Fazia seus queijos, moldava em antigas formas de madeira, deixava o tempo...