Pular para o conteúdo principal

Tira gosto mais que especial



Se você salivou imaginando uma generosa porção de torresmo na foto acima. Pasmem, não é! Esse é um dos pratos que mais me surpreendeu até hoje, dobradinha frita com molho de mexerica. Tive o prazer de conhecer em uma viagem com a equipe do Programa Sabores de Minas.

A experiência surpreendeu não só pelo sabor, mas também pela animação e carisma de Eliana Silva, que comanda a receita e a cozinha do restaurante Rapa do Angu, na região de Brumadinho.

É um prato delicioso, econômico, fácil de fazer e que implora por uma cerveja gelada. Ficou com vontade? A receita está bem aqui...

Dobradinha
1 quilo de dobradinha picada em pedaços pequenos
2 dentes de alho amassados com sal
1 colher (sobremesa) de colorau
3 colheres (sopa) de bicarbonato de sódio
Pimenta-do-reino a gosto
2 xícaras (chá) de fubá de milho
Óleo para a fritura

Geléia de mexerica
1 litro de suco de mexerica
2 xícaras (chá) de casca de mexerica
Meia xícara (chá) de azeite
1 colher (chá) de canela em pó
1 colher (chá) de cravo moído
1 colher (chá) de gengibre ralado
5 pimentas dedo de moça
1 xícara (chá) de açúcar cristal
2 dentes de alho amassado

Molho
4 colheres (sopa) de geléia de mexerica
1 colher (sopa) de molho inglês
1 pitada de pimenta-do-reino
1 colher (sopa) de molho de pimenta
1 colher (sopa) de vinagre

Limpar bem os pedaços de dobradinha, cobrir com água e bicarbonato e deixar ferver. Escorrer e ferver novamente, com a mesma quantidade de água limpa. Retirar os pedaços e refogá-los com alho e sal. Pôr o colorau e a pimenta-do-reino.Acrescentar um litro e meio de água e deixar cozinhar por uma hora. Retirar os pedaços com uma escumadeira e imediatamente passá-los no fubá. Rapidamente, despejá-los no óleo quente e deixar dourar.

Para a geléia, bater todos os ingredientes no liquidificador e levar ao fogo, até que a mistura fique bem consistente. Esfriar e pôr em potes esterilizados. E para finalizar o molho, misturar todos os ingredientes e servir como acompanhamento da dobradinha frita.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Assa peixe em Sabará

No final de novembro do ano passado estive em Sabará, bem pertinho da capital mineira, para participar do 27º Festival da Jabuticaba. Na época estava em uma correria e acabei não falando uma linha sobre o assunto aqui no blog. E agora vasculhando alguns arquivos achei um material bacana, receitas e dicas que vale contar para vocês. Além de servir de inspiração para participar do próximo festival, a cidade merece ser visitada sempre, pois os produtores artesanais, restaurantes e cozinheiros estão preparados para receber o ano todo. Para começar, preciso contar a minha maior surpresa por lá, o assa peixe frito. É feito pelo cozinheiro Manoel Ferreira, que trabalha no restaurante do Parque Quinta dos Cristais . Ele conta que aprendeu a cozinhar com a mãe, que o ensinou não só o ofício, mas também o prazer em degustar e identificar os sabores presentes em cada garfada. Para quem não conhece (assim como eu não conhecia), o assa peixe é uma urtiga, muito usada como planta medici...

Dona Conceição

O texto de hoje não é uma indicação do novo restaurante da cidade. Muito menos uma receita imperdível para o jantar de logo mais. É sobre a responsável por minha paixão pela cozinha, Dona Conceição. Hoje ela completa 86 bem vividos anos e tenho a honra de tê-la como exemplo há 32. Vovó representa para mim duas importantes bandeiras: cozinhar com amor e a força da mulher. Pode parecer até um pouco contraditório colocar esses assuntos juntos, mas não é. Apesar dela ter cozinhado muito por imposição, o que ela me ensinou foi o ato de cozinhar por prazer. Me ensinou que eu poderia fazer isso por gostar e não por ser obrigada. Acho que ela conseguiu, com enorme sabedoria, extrair dos tachos de comida para mais de cinquenta pessoas o que há de mais belo na culinária: doar-se através da comida. Ela pilava o próprio arroz e não sentiu só a dor nos braços com o esforço, mas a gratidão por ter o alimento em casa. Fazia seus queijos, moldava em antigas formas de madeira, deixava o tempo...

Lenda do bacuri

Outra lenda interessante é sobre a origem do bacuri. Dizem que, certo dia, na floresta, apareceu a cabeça de um índio caxinauá, que havia sido degolado por um de seus companheiros. A cabeça aterrorizava a tribo com exigências que deveriam ser cumpridas para evitar que não lhes fosse tirada a vida. Todos deviam buscar, na floresta, um fruto amarelo escuro e manchado, com casca dura e uma polpa deliciosa, vindo de uma árvore cheia de flores avermelhadas. Os índios obedeceram às ordens por muito tempo até que um dia alguém resolveu experimentar o fruto, sendo seguido por todos os outros índios. A cabeça ficou muito brava e se transformou na Lua. Depois disso, sempre que comiam a fruta, davam as costas para Lua.