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Versatilidade

Uma bebida que, de acordo com minha versão preferida, foi descoberta por um pastor de cabras. O tal pastor observou que os animais ficavam mais espertos quando ingeriam folhas e frutos do cafeeiro. A característica energizante do café ainda é um dos motivos para o consumo em dias atuais, mas a bebida surpreende. Já foi moeda de troca, sinônimo de poder e riqueza, como também causadora de crises econômicas. Contudo, de umas xícaras para cá, o café passou a ser considerado também uma forma de arte, com várias facetas. As receitas, combinações e padrão de qualidade do café são fatores traduzidos atualmente em uma categoria, a de barista. Esse profissional é conhecedor de todo o processo, desde o cultivo do grão até à temperatura ideal para servir a bebida. Aqui, café é arte. Há ainda aqueles profissionais que desenvolvem seu lado artista, criando desenhos em cima da espuma de drinks com café. Nesse momento, é arte no café. E para finalizar, apresento arte com café. Isso mesmo. ...

Arte no biscoito

Em minha segunda cidade natal, Juiz de Fora, descobri biscoitos que são verdadeira obra de arte. A receita original é uma das muitas tradições germânicas que foram assimiladas pelos juizforanos ao receber a imigração alemã em 1858. Vaneida Silva, uma brasileira que aprendeu a receita com a prima alemã, adaptou o açúcar mascavo para rapadura e criou uma apresentação única. Os biscoitos são vendidos em Juiz de Fora na feira realizada no bairro São Mateus aos sábados. Mas, para quem quiser se aventurar e brincar na cozinha, é só seguir a receita. Biscoito de rapadura Ingredientes 230 gr de rapadura 35 ml de água 170 gr de margarina 1 colher de noz moscada 1 colher de cravo moído 2 colheres de canela 400 gr de farinha de trigo Obs.: A medida das colheres é a de café. Modo de fazer Leve a rapadura e a água para o fogo até que derreta. Desligue o fogo e misture a margarina, a canela, o cravo e a noz-moscada. Coloque aos poucos a farinha de trigo até que ...

Direto da Bahia

O nome Feito com Pimenta vem de uma paixão pessoal e também da ideia de ardido e suave. Um ingrediente muito versátil e cheio de surpresas, verdadeira paixão. Recentemente, algumas pessoas comentaram sobre o tal Feito com Pimenta, que lhes lembravam comida baiana. Pensando nisso, conversei com a Chef Tereza Paim, ícone da culinária baiana, que elaborou um pequeno dicionário desse mundo maravilhoso, tudo feito com muito tempero e pimenta, é claro. Por Tereza Paim Aberém É um bolinho salgado de milho ou arroz, envolto na palha da bananeira e cozido no vapor. Somente usado nas oferendas do Candomblé. Acaçá Milho branco ou vermelho, que fica de molho em água de um dia para o outro. Depois é triturado para formar a massa que será envolta como bolinhos na palha da bananeira e cozidos no vapor. Também é oferecido nos rituais do candomblé. Acarajé Feijão fradinho, gengibre, cebola, sal e frito em azeite de dendê puro. Cartão postal da cozinha baiana e considerado ...

Pizza Surpreendente

Receita especial, que leva o nome do blog e que me deu um prêmio no concurso Pizza Surpreendente, parceria do Pizza Sur e Centro Universitário Una. Pizza Feito com Pimenta Ingredientes  05 colheres de sopa de molho de tomate 100 gr mussarela 150 gr linguiça tipo calabresa fininha 1 cebola grande caramelizada 2 pimentas dedo de moça em fatias finas Preparo Para preparar a cebola, pique a mesma em pétalas e leve para refogar no azeite. Quando estiver transparente, coloque uma colher de chá de shoyo e uma colher de chá de açúcar mascavo para caramelizar. Espalhar o molho de tomate sobre a massa e colocar a mussarela. Em seguida, coloque as fatias da linguiça previamente fritas, as cebolas caramelizadas e a fatias de pimenta.

Minas no Madrid Fusión é conspiração

Sim, a participação de Minas Gerais no principal evento da gastronomia mundial – Madrid Fusión – é pura conspiração. O Estado irá representar o Brasil como cozinha convidada no festival que começa no próximo dia 21. É a primeira vez, em 11 edições, que uma culinária local é homenageada e não um país. Irão nos representar chefs importantes no cenário mineiro, mas, acima de tudo, pessoas que acreditam na valorização dessa gastronomia como nossa cultura, nossa história. Pessoas que se preocupam com os processos artesanais, a origem da matéria prima, o produtor rural. Pessoas que conseguem refletir tudo isso em uma cozinha moderna, capaz de mostrar ao mundo os sabores de nossas montanhas. São eles: Dona Lucinha (Dona Lucinha), Edson Puiati (Senac Minas), Eduardo Avelar (Conspiração Gastronômica), Eduardo Maya (Comida di Buteco), Felipe Rameh e Frederico Trindade (Trindade), Guilherme Melo (Hermengarda), Ivo Faria (Vecchio Sogno), Leonardo Paixão (Taste-Vin), Nelsa Trombino (...