Pular para o conteúdo principal

Qual o som da sua cozinha?



Além de panelas, tampas e batedeiras, a cozinha tem um som especial, pelo menos na minha é assim. Acho que para aqueles que gostam de cozinhar e celebrar o momento, nada melhor que uma música para embalar a sintonia das receitas. Para quem tem prazer em escolher os ingredientes perfeitos, pensar a composição do prato e se entregar à cozinha, nada melhor do que uma trilha sonora especial.
Quando estou na cozinha, a música sempre está lá. São duas artes, manifestações culturais que se encontram e inspiram. Em dias que cozinho para alguém especial, Chico é uma boa opção. Para os dias que cozinho para muitos, prefiro músicas mais animadas, Lenine é certo. Nos dias que a tristeza é motivação, prefiro Cazuza, como é bom viver um drama. Já em dias que cozinho para mim, feliz da vida, Vinícius dá o Tom. Tem muitos outros CDs (isso mesmo, nada de MPSei lá o que) que não saem do repertório.

Qual o som da sua cozinha?

Comentários

Malu Machado disse…
Mas não é verdade? Na minha cozinha tem dias de sons alegres.gosto muito daquela assim: Alguém colocou, um novo ingrediente na ração... Nos ultimos dias tenho evocado Gonzaguinha, ando meio melancóolica. O som diz tudo de nós. E sabe o que mais me impressiona? É que quem está ao nosso lado, por mais atencioso que seja, não percebe.

Parabéns pelo cardápio variado. Aguardo uma visita sua no meu blog.
Mattosquela disse…
Nos ultimos tempos tenho ido de Chico também! Chamo o Vinícios com o Baden Power, volta e meia! Mas música de fato não pode faltar!

Na hora de cozinhar e na hora de faxinar a casa e a alma!

Beijos querida!
Gostei de ver a Malu por aqui!!!
Marina Lua disse…
Que texto gostoso de ler e ouvir. Ouvir sim, porque consegui ouvir as melodias do chico buarque enquanto lia o texto.. ah, minha cozinha tem sons bem parecidos com os da sua.. beijos!!!

Postagens mais visitadas deste blog

Assa peixe em Sabará

No final de novembro do ano passado estive em Sabará, bem pertinho da capital mineira, para participar do 27º Festival da Jabuticaba. Na época estava em uma correria e acabei não falando uma linha sobre o assunto aqui no blog. E agora vasculhando alguns arquivos achei um material bacana, receitas e dicas que vale contar para vocês. Além de servir de inspiração para participar do próximo festival, a cidade merece ser visitada sempre, pois os produtores artesanais, restaurantes e cozinheiros estão preparados para receber o ano todo. Para começar, preciso contar a minha maior surpresa por lá, o assa peixe frito. É feito pelo cozinheiro Manoel Ferreira, que trabalha no restaurante do Parque Quinta dos Cristais . Ele conta que aprendeu a cozinhar com a mãe, que o ensinou não só o ofício, mas também o prazer em degustar e identificar os sabores presentes em cada garfada. Para quem não conhece (assim como eu não conhecia), o assa peixe é uma urtiga, muito usada como planta medici...

Receita de pudim

Esse fim de semana foi daqueles com família reunida, muitas risadas e, claro, cozinha. Mesmo antes de encontrar com minha irmã ela já havia mandando recado com um pedido especial e praticamente obrigatório lá em casa: pudim. Em meio a tantas programações arrumei um tempinho para preparar o doce e fiz uma receita simples, rápida e deliciosa. Essa sobremesa é uma das mais unânimes que conheço. E se tem uma coisa linda na vida é virar a forma e ver aquele caramelo dourado escorrendo sobre o pudim, todo lindão! Ingredientes: 2 latas de leite condensado 500 ml de creme de leite fresco 4 ovos (eu usei caipira e meu pudim ficou amarelinho!) 1 ½ xícara de açúcar cristal ½ xícara de água Modo de preparo: Bater no liquidificador o leite condensado, o creme de leite fresco e os ovos. Caramelizar a forma com a calda de açúcar e água e despejar o creme do pudim. Levar para assar em banho maria por 40 minutos ou até enfiar uma faca e ela sair limpinha. Esperar o pudim enfria...

Dona Conceição

O texto de hoje não é uma indicação do novo restaurante da cidade. Muito menos uma receita imperdível para o jantar de logo mais. É sobre a responsável por minha paixão pela cozinha, Dona Conceição. Hoje ela completa 86 bem vividos anos e tenho a honra de tê-la como exemplo há 32. Vovó representa para mim duas importantes bandeiras: cozinhar com amor e a força da mulher. Pode parecer até um pouco contraditório colocar esses assuntos juntos, mas não é. Apesar dela ter cozinhado muito por imposição, o que ela me ensinou foi o ato de cozinhar por prazer. Me ensinou que eu poderia fazer isso por gostar e não por ser obrigada. Acho que ela conseguiu, com enorme sabedoria, extrair dos tachos de comida para mais de cinquenta pessoas o que há de mais belo na culinária: doar-se através da comida. Ela pilava o próprio arroz e não sentiu só a dor nos braços com o esforço, mas a gratidão por ter o alimento em casa. Fazia seus queijos, moldava em antigas formas de madeira, deixava o tempo...