terça-feira, 28 de junho de 2011

Amor al dente



Os religiosos que me perdoem, mas há algo tão onipresente e divino quanto Deus, o Amor – grafado assim, em maiúscula, de tão poderoso que é.  Ele está dentro de nós, em cada célula, em cada mitocôndria; Está em tudo que não podemos tocar, em nossas lembranças, sonhos e pensamentos; Está ao nosso redor, em cada respingo d’água; em cada objeto; em cada fagulha; em cada pedra; em cada flor. O Amor tem também benefícios milagrosos, o poder da cura, do perdão, potencial para mudar toda a humanidade, e ainda assim, é de graça e está em todas as partes. E não é difícil ter Amor em sua vida basta distribuí-lo, quando mais se dá, mais se tem em troca, não há moeda que seja tão vantajosa.

O livro na sua cabeceira dado pela sua mãe – é Amor; As fotos no mural da sua parede – são Amores; Vários e vários contatos do seu celular – são amores; Uma risada demorada – é amor; Um banho gostoso e refrescante no verão – é Amor; A primeira espreguiçada da manhã – é Amor; Uma boa música – é Amor. E antes que cheguemos ao sertanejo, que tem o mesmo mote que o meu, é preciso chegar a uma das mais bonitas materializações do Amor: Cozinhar – é Amor.

Quem quer conquistar ou manter o Amor faz jantar; Quem já tem e quer retribuir Amor faz café da manhã; Quem quer reunir Amores faz almoço, lanche, piquenique; Quem se ama se dá um docinho volta e meia; Amor de mãe faz ela pensar mais na lancheira do filho do que nas suas próprias unhas por fazer; Amor de amigas vira brigadeiro na tristeza; Amor de galera vira caldo para – junto com outros aperitivos - esquentar o frio; Amor a dois vira fondue, vira chocolate, vira vinho; Amor da vida toda vira feijão com arroz, mas sem perder o tempero.

O segredo da felicidade para mim é enxergar que cada sutileza da nossa vida é Amor, porque são justamente essas sutilezas que trazem a graça do todo. Às vezes não dá para prestar atenção nesses detalhes, porque é tudo tão corrido, porque se tem problemas, porque tem horas que passa do ponto, tem horas que fica cru e tem horas até que queima. Mas é a partir da consciência do Amor nas minúcias, que percebemos a importância de cada pitada de sal, do paladar do doce, da escolha certa do tempero, do corte do alho, da mistura da farinha, da textura do queijo, do ardido da pimenta, do toque do açúcar na língua e da presença do afeto na vida.

Da blogueira e amiga Fabíola Mattos, que escreveu esse texto especialmente para brindar os 2 anos do Feito com Pimenta. 

domingo, 26 de junho de 2011

Casa em festa


quarta-feira, 8 de junho de 2011

Casal gourmet


Para o Dia dos Namorados, uma entrevista com o casal de chefs Dalton Rangel e Mariana Palmeira, que comandam juntos o Yuca Gourmet.

Como foi começar essa história dentro da cozinha?
A princípio foi bastante inesperado. Estávamos em um programa para mostrar o valor que tínhamos profissionalmente e acabamos nos encontrando. Depois acabou sendo essencial a companhia e apoio um do outro para continuar confinado. E, finalmente, quando saímos de lá, foi perfeito, pois tínhamos um ao outro e seguimos em frente trabalhando juntos e assim estamos ate hoje!

Casais costumam ter músicas especiais, vocês tem algum prato ou ingrediente que marcou a história dos dois?
Pratos e ingredientes são nossa vida! É difícil falar de um que marcou, mas temos um cardápio inteiro de "xodós" que criamos nos seis primeiros meses juntos e que até hoje utilizamos em vários de nossos cardápios. Mas como qualquer outro casal não podemos deixar de mencionar a música do Coldplay "Viva la vida", que sempre traz recordações do início da nossa história.

Se conquistaram pelo estômago?
Não. O fato de termos a mesma profissão só torna tudo ainda mais interessante!

Como é estarem juntos na cozinha?
Hoje em dia não trabalhamos na mesma cozinha o tempo todo. Então é sempre bom e prazeroso quando temos a oportunidade de estarmos cozinhando juntos.

O que se lembram do outro gastronomicamente?
Mariana: Gosto de tudo que o Dalton faz, principalmente quando estamos os dois sozinhos ou em família. Mas o que eu mais adoro é quando ele está inspirado pra fazer aquela massa com molho de tomate e panceta no capricho!
Dalton: Adoro o Yakissoba da Mari. Foi um dos primeiros pratos que ela aprendeu a fazer com o pai dela e faz sempre com muito carinho e lembranças... Ela tem muitas versões desse prato e todas são maravilhosas.

Mimos


Eu já declarei várias vezes que sou fã do trabalho das amigas e cozinheiras Paula Brito, Isabella Lanza e Isabella Christo. Assino embaixo e indico o trabalho delas a todos. Recentemente fiz uma visita no Petit Pois Atellier de Doces, onde as meninas mostram um trabalho de qualidade e cuidado. Elas produzem verdadeiros mimos, não são apenas doces, chocolates ou presentes, é algo especial.
 
O lugar é um charme e as meninas só simpatia. Além disso, você ainda corre o sério risco delas te carregarem para um bar próximo, que já virou quintal do atellier, para tomar umas cervejas e estender o papo. É uma delícia!

Para o Dia dos Namorados elas estão com produções belíssimas e que certamente irá agradar à pessoa amada. Entre no site e se encante...

segunda-feira, 6 de junho de 2011

1ª linguiçaria autorizada em Manhuaçu

 
A Linguiçaria Maria José acaba de ser liberada como a primeira linguiçaria devidamente capacitada para produzir produtos suínos como linguiça e torresmo em Manhuaçu, Zona da Mata Mineira. A oficialização aconteceu recentemente, quando fiscais da Vigilância Sanitária atestaram que a produtora e proprietária Maria José Marcial de Almeida estava apta para trabalhar com esse tipo de fabricação.
 
Para a bióloga e coordenadora do setor de Vigilância Sanitária, Maria Lúcia Dutra Rocha, a fiscalização foi protelada no município até que, a partir do ano passado, o órgão assumisse o trabalho. “Em novembro desse ano o Selo de Inspeção Municipal (SIM) será instalado em Manhuaçu e ficará responsável por inspecionar a produção nas fábricas, enquanto nós continuaremos fiscalizando o produto no comércio”, completa.
 
Para Maria José, uma história que começou há 21 anos passa agora por uma nova fase. “As mudanças realizadas na fábrica são importantes não só para um produto ainda melhor, mas também para uma qualidade de vida no trabalho”. Segundo ela, a linguiçaria faz parte de sua história, pois foi com essa atividade que pôde ajudar a constituir e criar uma família. Um exemplo que aprendeu com a sua mãe, Maria da Conceição Marcial, juntamente com a receita de sucesso de seus produtos.
 
Foi Dona Conceição que acreditou na filha e fez seu primeiro tempero. “Quando veio até a mim e disse que iria fazer linguiça, tratei de fazer uma receita bem grande de tempero”.  Ela conta que seu filho mais novo brincou com a quantidade, mas que imediatamente respondeu que se a decisão de Maria José era fazer linguiça, então, faria muita. “E os anjos disseram amém”, completa com a voz emocionada.
 
Já para a sócia proprietária da Mercearia Adril, Inácia Marcial de Aguiar, que além de irmã de Maria José é revendedora de seus produtos, comercializar tal mercadoria é um coringa. “Temos clientes que procuram a linguiça e torresmo, mas que acabam levando os demais ingredientes para o feijão tropeiro”, exemplifica. Sobre isso, a coordenadora Maria Lúcia ressalta que durante o trabalho com a linguiçaria de Maria José, ficou nítida a forma como a população de Manhuaçu gosta e sente falta de seus produtos.
 
A Linguiçaria Maria José se tornou não só exemplo para aqueles que pretendem se adequar às boas práticas dos órgãos de fiscalização, mas também um exemplo de luta e trabalho feito com responsabilidade. Além do cuidado com a qualidade e saúde dos produtos artesanais, a preservação de seus processos também é de fundamental importância. Isso porque são nessas receitas que identificamos muito de nossa cultura. Uma linguiça feita da forma tradicional, sem conservantes, e curada no fogão à lenha. Isso é Minas Gerais, é a nossa cultura sendo preservada em mãos e sabores especiais.
 
Quem respalda esse conceito é o Secretário de Saúde de Manhuaçu, Luiz Prata, que destaca a linguiça como um alimento da culinária mineira muito difundido na região, daí a grande importância da qualidade em sua produção. O Secretário mostra que a ideia é manter o processo cultural adequando-o às normas da Vigilância Sanitária. “Na busca da melhoria de qualidade de vida, a humanidade, em sua caminhada, vem dando passos fantásticos no empoderamento de novos saberes. Assim estamos em Manhuaçu: uma busca insaciável por uma melhor qualidade de vida da população, preservando, dentro do possível, os costumes locais”, completa.
 
E quando perguntamos a ele sobre a sensação de liberar a primeira linguiçaria na cidade, a resposta empolga. “Muito gratificante, sem dúvida! É o primeiro passo para outras conquistas. O trabalho apenas se inicia!”
 
Para quem não conhece os produtos, que agora estão com ainda mais profissionalismo e qualidade, vale à pena experimentar e se entregar a essas delícias. E para quem já degustou, vale ressaltar que o gostinho caseiro continua incomparável. É cultura de Minas saindo mais uma vez na frente. É Maria José continuando a escrever sua história como a 1ª linguiçaria autorizada em Manhuaçu.

Artigo de Mariana Marcial de Almeida, uma jornalista que, segurando a emoção, se atreveu a escrever um pedacinho da história de sua mãe.

domingo, 5 de junho de 2011

Acerolas


Para tempos em que carecemos de vitamina C, um viva às acerolas!