sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Pão de queijo com torresmo


Tive a honra de participar do Encontro Gourmet realizado pela Mac Móveis de Belo Horizonte, querido cliente de assessoria. O objetivo é reunir um seleto grupo de arquitetos e decoradores na charmosa loja para desfrutarem momentos de descontração e muito sabor. Para comandar a cozinha fomos agraciados com a presença do chef Eduardo Maya. Com toda propriedade do Comida di Buteco, ele nos apresentou sabores já conhecidos, mas em uma nova formatação.

Foram muitas iguarias, mas o ponto alto da noite foi, sem dúvidas, a pamonha. Esquece todo o milho que veio à sua mente, pois essa era com massa de mandioca e recheio de linguiça com queijo minas. Mas meu vício maior foi o pão de queijo com torresmo. Você entendeu isso? São pedacinhos crocantes de torresmo aromatizando a massa do pão de queijo. Perfeição é pouco!

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Chez Fumoir

Crédito: Julia Lanari
Não sou fumante, mas preciso falar do bar e restaurante Chez Fumoir, primeiro em Minas Gerais destinado exclusivamente ao público fumante. Um espaço onde os clientes podem ficar à vontade e desfrutar de seu gosto por cigarro, charuto e cachimbo. Além disso, a casa conta com um sistema de ventilação que deixa o ambiente agradável para todos, sem o cheiro forte das fumaças.

O proprietário do Chez, Luis Eugênio Torres, lançou recentemente o primeiro charuto produzido especialmente para o público feminino, fabricado pela renomada marca Romeo Y Julieta. Na ocasião, estava presente também um autêntico torcedor de charutos, o cubano Julio Crespo. Ele preparou os charutos artesanalmente, considerados os melhores. Como disse, não sou fumante, mas me encantei com o processo de produção, o cuidado, a escolha de cada folha e o acabamento. É uma arte!

Rua Alagoas, 642, Savassi
(31) 3261-1361

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Recomendo: Espumante Pericó brut rosé



Não sou a maior conhecedora de espumantes, sigo sempre o que mais agrada meu paladar (e existe regra melhor?). Confesso que não é muito comum optar por espumantes, mas vez em quando eles aparecem em meus copos, ou melhor, taças. E quando aparecem, grandes chances de ser um espumante brut rosé da Pericó. É um favorito. Além disso, tem um preço acessível, com a garrafa custando, em média, R$ 35,00. Em Belo Horizonte, sempre tem no Verdemar

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Papel encardido



Falar de cozinha para mim é falar sobre minha avó, Dona Conceição. Mãe de 13, vó de 26 e bisavó de 4, ela é daquelas matriarcas que exalam carinho e bolinho de chuva. E eu, sou daquelas netas que não perde uma oportunidade de ficar por perto, bisbilhotando suas maravilhas culinárias.

Entre broas e pães, ela sempre encontra uma forma especial de me presentear, seja com um tacho de cobre, uma panelinha de ferro ou com suas receitas secretas. Assim aconteceu recentemente, quando um papel encardido por quatro décadas me mostrou um registro especial.

A receita encontrada é a que deu origem à tradicional pizza de minha avó, marca registrada e desejada na família. Além de ser uma delícia, é motivo de orgulho para mim, já que sou a única que compartilha a honra de preparar o famoso quitute com Dona Conceição.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Bombay Herbs & Spice



Belo Horizonte recebe essa semana um sabor especial. É a franquia Bombay Herbs & Spice que chega à capital mineira pelas mãos dos irmãos Marco Túlio Xavier Lanza e Isabella Lanza. 

A conceituada marca, com sede em São Paulo, é conhecida pela diversidade em especiarias, ervas, geléias, temperos especiais e azeites. Isabella, que também é sócia no Petit Pois Atellier de Doces, traz sua paixão pela cozinha como experiência para o negócio. Ela ressalta que, como cozinheira, confia nos produtos e, por isso, está apostando na nova frente de trabalho. 

A inauguração da loja será no dia 11 de outubro, quando os irmãos Lanza receberão clientes e convidados para um brinde, assim como apresentação dos sabores Bombay. Vale à pena conferir!

Serviço:
Quiosque Bombay Herbs & Spice
Pátio Savassi - Av. do Contorno, 6061, Funcionários
www.bombayherbsspices.com.br

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Simplesmente carnoba


Se tem uma comida de boteco que é unanimidade lá em casa é a Carnoba do Bar do Antônio, mais conhecido como Pé de Cana. O prato é uma composição de filé com taioba, caldo de carne e batata recheada com queijo. Para mim, o grande segredo é o caldo bem acentuado. Uma porção desse caldo com pão já bastaria. Mas, imagina acompanhado de taioba. Pensa em um filé macio. E a batata, motivo de briga.

Para quem não sabe, reza a lenda que os pés de cana na porta do bar foram presente de clientes antigos da casa, que se divertiam com um velho hábito de Antônio, sempre jogando um pouco de cachaça ‘para o santo’ na porta. Os pés de cana vingaram e daí o apelido.

Bar do Antônio, ou melhor, Pé de cana
Rua Flórida, nº 15, Bairro Sion
Telefone (31) 3221-2099

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Biquinho




É praticamente impossível pedir um petisco em Belo Horizonte que não venha acompanhado de pimenta biquinho. Assim como alguns restaurantes gostam de despejar cheiro verde para enfeitar seus pratos, alguns bares fazem esse uso com a pimenta biquinho. Confesso que não está entre as minhas preferidas, talvez por esse excesso. Contudo, gosto quando ela faz parte da composição de um prato, quando os sabores combinam e não quando está ali só por enfeite.

Para o chef Rubens Beltrão, do Antica Trattoria, a potencialidade dessa pimenta é enorme, já que ela possui aroma de pimenta e não é forte, podendo, inclusive, ser usada em doces, “pena que a maioria das pessoas a utilizam mais como enfeite”. Já o chef paulistano Guga Rocha mostra que o sabor da biquinho pode ser usado de formas diversas, como parte da receita. “Por exemplo, uso muito no tartar, agregando um sabor muito particular ao prato”.

Sua pimenteira é muito usada como planta ornamental e tem seu charme. Mas penso que os itens colocados em um prato devem ser harmônicos ao paladar e não existir somente para decoração. Chamada também de pimenta doce, é reconhecida como parte da cultura de Minas Gerais. Precisamos manter esse título, mas com propriedade gastronômica.

sábado, 4 de agosto de 2012

Pão de queijo Dona Diva




Pão de queijo é uma tradição que os mineiros levam com orgulho, assim como o nosso amado queijo. Receita diferente é o que não falta, devem existir umas 100 formas de fazer o ‘tradicional’ pão de queijo.

Todo mundo tem ou conhece alguém que faz o melhor pão de queijo. E gosto é aquela história, cada um tem o seu. Na minha família, por exemplo, suspeito de um consenso sobre o pão de queijo do Beleus, ponta de parada certa na BR-381. O de lá tem a casquinha bem crocante, está sempre fresquinho e ninguém resiste.

E existem tantos outros bons, como o do Verdemar, que sempre é lembrado como favorito nas pesquisas. Realmente é muito bom e tem a vantagem de estar perto, sem precisar ir a nenhuma estrada.

Contudo, o campeão para mim é o pão de queijo da Dona Diva, no Mercado Central. Seja pelo sabor ou pelo carinho. A receita, que leva ovo caipira e queijo canastra, é mantida pelas filhas, já que Diva Alves está com 80 anos. Em recente visita ao Mercado, perdi a noção do tempo conversando com Sueli, uma das filhas.

E para minha surpresa, Sueli contou que o maior ensinamento de sua mãe não é a receita do pão de queijo, mas o prazer em fazer da loja extensão da própria casa. Seja pelo cheiro das fornadas, pelo respeito ao alimento ou pelo gosto em prosear com os visitantes.

Sobre o pão de queijo da Dona Diva, só tenho uma coisa para falar: experimente! Mas vá com tempo e bastante apetite. Além da prosa e do pão de queijo, tem broa de fubá, bolo caipira, bolo de coco e outras delícias. E se quiser levar para casa, tem congelado também. Os bolos precisam ser encomendados com antecedência, mas pão de queijo tem todo dia.
Dona Diva Café & Quitandas
Loja 163 no Mercado Central - Telefone: 3072-0966

sábado, 14 de julho de 2012

O poder de sedução do café


Por José Newton Coelho Meneses*

Diz a lenda que a origem do café e do gosto por ele remonta ao século III. Monges mandaram queimar as frutinhas levadas a eles por um pastor que provara delas e ficara estimulado. Na queima, encantaram-se com o odor agradável exalado. Provaram a infusão das frutas em água e conseguiram rezar com mais atenção, sem cochilar. De um mosteiro a outro, a notícia da boa propriedade da bebida espalhou-se pelo mundo.

Com a popularidade do gosto pela bebida, construiu-se no século XV, uma associação entre locais de oração com o consumo do café. Foi em Meca que surgiu o primeiro lugar de café com reza. Daí, o costume se espalhou para o Cairo, Constantinopla e todo o Oriente Médio, mas os muçulmanos proibiram a prática por considerá-la uma ameaça à observância religiosa. O café saiu dos templos e ganhou as ruas.

Tempos depois, o comércio europeu já incluía o café no rol dos produtos de exportação de suas incipientes nações. Por outro lado, em sua expansão pelo mundo buscaram introduzir a lavoura de café em suas colônias. Os holandeses foram os primeiros a plantar comercialmente o produto no Sri Lanka (1658), em Java (1699) e em outras partes da Indonésia. Foram eles, também, que, em 1714, levaram o café para Versalhes como presente para o rei Luis XIV. Daí, as sementes foram plantadas na Ilha de Bourbon, e a variedade chamada Bourbon veio para o México e o Brasil.

O mito popular informa que um jovem oficial do governador geral do Pará seduziu a esposa do governador da Guiana Francesa, M. d’Orvilliers, para conseguir dela as sementes negadas oficialmente pelo magistrado. O café chega ao Brasil, assim, como um grão sedutor.

Do Pará passa ao Maranhão, e das terras de São Luis ao vale do Paraíba e Baixada Fluminense, na então Capitania do Rio de Janeiro (cerca de 1760). O incremento ao plantio, no entanto, se dá no tempo da Independência, quando as produções de açúcar e de algodão perdem espaço no comércio internacional, com a concorrência antilhana.

Logo, as plantações alcançam o sul de Minas, a região de Campinas, o “Oeste Velho” paulista, o Espírito Santo. O fim das guerras napoleônicas na Europa, a crise de produção de Java e o levante de independência do Haiti favoreceram a abertura do mercado internacional para o café brasileiro. Em 1840, já era o principal produto de exportação do Brasil, e o país tornara-se o maior produtor mundial de café.

No século XX, aconteceram muitas idas e voltas no comércio do café e no desenvolvimento do Brasil. O produto já não tem a importância que tinha em nossa pauta de exportações, mas continua seduzindo, pelo gosto, consumidores daqui e do mundo inteiro. Para rezar, para pensar, para papear, para satisfazer prazeres e saborear a vida... um cafezinho sedutor é sempre bom companheiro.

*José Newton Coelho Meneses é professor do departamento de História da UFMG e autor de artigos, capítulos e livros publicados no Brasil e no exterior. Escreveu O Continente Rústico, Abastecimento alimentar nas Minas setecentistas e História & Turismo Cultural.
Participou da edição deste ano da Revista Sabores. Além de ser admirável por seu currículo, se tornou uma pessoas querida e referência para mim. Já esteve no blog com o texto Chocolate dos Deuses, tão gostoso quanto um cafezinho.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Vício


Com pesto, bolonhesa, alho e oléo, ao sugo, com camarão, cebola caramelizada, ragu e até puro. Massa caseira é um vício!

terça-feira, 24 de abril de 2012

Provando no Casa Velha




O Casa Velha se tornou minha descoberta no Comida di Buteco. Adorei o lugar, bem personalizado e com um clima aconchegante. Atendimento atencioso, cerveja no ponto e a comida, ah... Vamos lá!

O tira-gosto...
Nas tranças da imaginação: Trança de lombo, palitos de queijo minas crocantes, batatas coradas, molho de alecrim e cebolas embriagadas.

Provando...
Achei o prato bem equilibrado, com cara de tira-gosto mesmo. Você fica passeando por batatinhas, palitos de queijo, um lombo bem saboroso e os molhos nem se fala. Fiquei com vontade de voltar logo...

Destaque...
O prato é bem organizado visualmente, sem aquelas confusões de sobreposições e decoração alegórica. Gosto do simples.

Não deixe de...
Se esbaldar nas cebolas embriagas. São cheias de sabor, com um toque de acidez e doce perfeitos! 

Crédito da foto: Beto Eterovick

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Provando no Bar do Doca



Ainda não conhecia esse bar e lá fui eu em tempos de Comida di Buteco experimentar a Trouxinha do Doca, nome do tira-gosto que concorre esse ano.

O tira-gosto...
A descrição é assim: Trouxinhas de carne recheadas com tomate seco, bacon e maionese sobre cama de queijo Minas.

Provando...
E degustando é assim: Achei a trouxinha até saborosa, mas não vi o tomate seco no recheio. O bacon está em outra trouxinha. A cama de queijo estava boa, mas era acompanhada de molho vermelho e não maionese. Enfim, não parecia ser o mesmo tira-gosto da descrição do bar.

Destaque...
O bacana foi servirem como acompanhamento pastelzinho de vento (que também não está no descritivo). Além de estar saboroso, achei legal fugirem no tradicional pãozinho.

Deixe de...
Tentar entender o tira-gosto...

Crédito da foto: Beto Eterovick 

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Provando no Pimenta com Cachaça



Foi dada a largada no maior concurso gastronômico do país: Comida di Buteco. Já falei que o ingrediente obrigatório em Belo Horizonte é o queijo. Já falei que o concurso acontece em 16 cidades. Já falei que a Saidera promete grandes emoções com Monobloco, Nando Reis e Aline Calixto. Mas, não falei, ainda, que sou botequeira convicta. E precisa falar isso? Segundo a campanha desse ano, não só precisa falar como provar. O lema adotado em 2012 pelo Comida di Buteco é: “Chegou a hora de provar que você entende de boteco”. E lá vou eu, provando...

O tira-gosto...
O primeiro foi o tira-gosto do Pimenta com Cachaça. O Di cumê rezano é mais ou menos assim: Dois Frangos de Minas - açafrão da terra e molho pardo, angu especial sobre cama de cubos de queijo minas, creme de oropronóbis com maionese, molho de pimenta e pão.

Provando...
Alguns podem torcer o nariz para molho pardo, mas está bem suave, pode ir sem medo. Eu adoro esse molho, então, nem dei muita atenção para o frango com açafrão da terra. O angu com queijo minas não dá vontade de parar. Já dos cremes, achei que faltou oropronóbis em um e sobrou pimenta no outro.

Destaque...
A forma de servir é um diferencial. Os donos do bar preparam uma pedra artesanal e personalizada para o tira-gosto. No próprio cardápio tem fotos mostrando a produção.

Não deixe de...
Comer o frango com a mão, é uma sensação de casa da gente, de lamber os dedos.

Crédito da foto: Beto Eterovick

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Queijo no Comida di Buteco



Todo ano fico ansiosa para o começo do Comida di Buteco e não seria diferente agora. Mas, essa edição está prometendo um gostinho especial, com sabor de queijo. O ingrediente obrigatório em Belo Horizonte será nosso amado queijo mineiro, podendo ser de três tipos: queijo minas padrãoqueijo minas artesanal e queijo frescal.

Além de esperar pratos deliciosos com esse ingrediente, espero também que sirva para valorizar ainda mais um produto que pode ser considerado sinônimo de mineiro.

Outra informação bacana que descobri recentemente é que o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) disponibiliza os dados de todos os produtores de queijo que já são certificados pelo órgão. Tudo bem que não chega nem perto do número de produtores no Estado, mas já é alguma coisa.

E que venham os queijos!

terça-feira, 27 de março de 2012

Recomendo: Creme de ricota




Adoro essa coisa de blog, a gente pode falar à vontade. E lá vou eu... Uma coisa que não gosto é matéria elogiando produtos e marcas mediante presentinhos, agrados, enfim, jabás. Independente se a mercadoria foi comprada, presenteada ou caiu do céu, o que importa é falar a opinião sincera. Afinal, respeito é bom e os leitores gostam. Esclarecido isso, comunico que o Feito com Pimenta irá falar de alguns produtos e marcas que acha bacana (ou não!), seguindo o julgamento único dessa autora.


Para dar início quero falar do Creme de ricota da Tirolez. Confesso que nunca fui fã de ricota, acho seca e esfarelenta, mas o creme de ricota não tem nada disso. Adoro a consistência, o sabor e as poucas calorias. E com algumas gotinhas de limão e um pouco de hortelã picada, salva uma salada fácil!

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Torta negresco

 

Madrinha coruja sempre na cozinha à disposição do afilhado chocólatra...


Torta negresco

Ingredientes
600 g de chocolate branco
300 g de chocolate amargo
3 caixinhas de creme de leite
3 pacotes de biscoito negresco

Modo de preparo
Derreta o chocolate amargo com uma caixinha creme de leite em banho-maria e reserve. Derreta também o chocolate branco com as outras duas caixinhas de creme de leite e reserve. Em uma forma de fundo removível coloque os biscoitos no fundo e na lateral. Despede metade do creme de chocolate branco e leve por 30 minutos na geladeira. Despeje o creme de chocolate amargo e leve por mais 30 minutos na geladeira. Por fim, despeje o restante do creme de chocolate branco e leve para geladeira até a hora de servir.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Da janela lateral


Antes de roubá-lo...

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Casa cheia


Tenho alguns lugares preferidos no Mercado Central. Uma pimenta aqui, um queijo ali, e assim perco a noção do tempo quando estou lá. Certamente, o Casa Cheia está entre eles. É tanto sabor, que a casa também é cheia de gente. Para conseguir uma mesa lá tem que chegar cedo ou enfrentar uma grande fila. O motivo disso tudo? A comida é realmente muito boa. Fundado em 1978, já pode ser considerado patrimônio cultural e gastronômico da capital mineira...

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Bolo de coco geladinho



Aniversário sem bolo não é aniversário. Levo isso a sério. Comemoro essa semana mais uma primavera de João, meu pai. Um pai que gosta de bolo simples, sem cobertura, glacê e recheios. Um pai que gosta de clássicos. E nessa linha, nada melhor do que um bolo gelado de coco embrulhado em papel alumínio. Além de achar um charme, o embrulho permite que o bolo fique ainda mais geladinho.

Bolo gelado de coco

Massa
4 ovos
2 colheres de manteiga sem sal
1 1/2 xícara de açúcar
2 1/2 xícaras de farinha de trigo
1 xícara de leite
1 colher de sopa de fermento em pó

Calda
1 vidro de leite de coco
1 lata de leite condensado
1 xícara de leite

Empanar
200 g de coco ralado
200 g coco em flocos

Modo de preparo
Bata na batedeira as gemas, manteiga e açúcar. Acrescente a farinha de trigo e o leite. Junte as claras em neve delicadamente e por fim o fermento.
Depois de assado, despeje metade da calda no bolo ainda quente. Espere esfriar e corte em quadrados. Passe cada pedaço no restante da calda e depois no coco. Embrulhe em papel alumínio e deixe gelando até a hora de servir.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Paixão gelada



Não precisa me conhecer muito para saber que minha maior paixão é bem gelada: sorvete! Gosto o ano inteiro, mas esses dias de verão praticamente me carregam para a sorveteria. E não qualquer sorveteria, minha preferida é Easy Ice.

Com mais de 100 sabores diferentes, a sorveteria é conhecida não só pela qualidade dos produtos, mas pela habilidade em inovar e surpreender os clientes. Se não tiver experimentado todos os sabores, faltam poucos. Sempre escolho os meus preferidos e mais um para experimentar.

Os preferidos? Chocolate amargo e sorbet de limão. Juntos!

Um com gosto de infância? Doce de leite com coco queimado.

Aquele que é unanimidade lá em casa? Paçoquinha.

O que me surpreendeu? Lichia.

Que sempre indico? Maracujá com iogurte e amêndoas caramelizadas. 

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Movimento das Vinícolas Independentes do Chile


Há pouco tempo participei de uma degustação de vinhos chilenos no Vecchio Sogno. O evento foi realizado pelo MOVI – Movimento das Vinícolas Independentes do Chile, que tem como objetivo promover produtos de origem local, preservando a qualidade e a identidade da região onde foram produzidos.
Além de apresentarem belíssimos vinhos, o Movimento surpreende pela forma como o fazem. Os próprios produtores servem as bebidas durante a degustação, sem você saber disso. E quando são chamados para falarem da bebida, você começa a reconhecê-los. É uma surpresa boa, que nos deixa totalmente à vontade.
Depois da degustação, foi servido o almoço e os produtores sentaram-se à mesa para prosear e, claro, saborear mais algumas taças.

Nem todos estão disponíveis para venda no Brasil, infelizmente. Mas alguns já podem ser encontrados em importadoras.

Gillmore – Ana Import
I-Wines – Berenguer Imports
Reserva de Caliboro – Casa do Porto
Villard – Decanter
Bustamanete / Meli / Trabún – La Charbonnade
Lagar de Bezana – Magnum Importadora
Garage Wines Co. / Polkura – Premium Wine Import
Bravado Wines / Flahertu Wines / Von Siebenthal – Terramater Importadora

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Feito com...



Paixões comuns, na verdade em comum. Alguns cozinham muito bem, outros se arriscam. Uns são chefs, outros, apenas cozinheiros. Alguns são bons de garfo, outros grandes apreciadores. Uns, são fãs da alta gastronomia, outros, são fãs de comida. Falar do que é bom, compartilhar, dividir um prato. Tudo isso é feito com... Tudo que é feito com...

Tudo que é feito com amor,
Tudo que é feito com carinho,
Tudo que é feito com dedicação,
Tudo que é feito com paixão
Tudo que é feito na cozinha,
Tudo que é feito nas panelas...
Comida é coisa de vó, é coisa de família...
É cheirinho de café, é o famoso pão de queijo...
É o brinde a amizade, é o que sela o amor...
Comida vai além da comida...
É fonte de matéria e energia,
É biológico, é cultural, é essência, é biologia, nutrição é medicina.
Tudo que é feito para o filho,
Tudo que é feito para o neto,
Tudo que é feito para o freguês,
É refeição, é lanche, é jantar,
Tudo que é feito com apetite,
É feito com pimenta.

Da jornalista Marina Albano, que fez esse texto especialmente para brindar os 2 anos do Feito com Pimenta e que só hoje foi encontrado perdido nos arquivos.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Conspiração Gastronômica 2012


Para começar os trabalhos no blog em 2012 não poderia ter assunto melhor que a Conspiração Gastronômica. Isso porque o movimento que abraço por inteiro já está pipocando de boas notícias.

Foi realizado um jantar para apresentação do projeto para Secretários do Estado de Minas Gerais. Além de muito sabor, entre galinha caipira e geleia de mocotó, houve também muitos aplausos e votos de confiança para a Conspiração. Melhor, para a gastronomia mineira! O relato do encontro por inteiro você lê aqui.

Já estão previstas duas ações importantes. Semana Conspiração Gastronômica, quando acontece um circuito de restaurantes que irão preparar pratos baseados no projeto, ou seja, mostrando identidade e cultura mineira através dos produtos utilizados nas receitas. A data ainda está sendo fechada, mas já posso adiantar que a Semana promete movimentar e chamar atenção para uma gastronomia mineira sofisticada, mas calcada em suas origens.

Outro projeto que está sendo desenvolvido é Ensino ao aprendiz, que tem como objetivo contribuir para formação profissional de jovens, mostrando a eles não só técnicas da cozinha, mas também o conceito dessa cultura.

Enfim, a Conspiração Gastronômica está na luta para valorização da gastronomia mineira. Vamos à luta juntos?

sábado, 7 de janeiro de 2012

Para 2012...

 ...muita gastronomia para todos!