quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Entrevistando: Eudes Assis

Quando percebeu que a gastronomia fazia parte de sua vida?
Desde a infância já gostava de estar ao lado da minha mãe na cozinha, observando-a no preparo das refeições.

O que é uma cozinha caiçara? Como você desenvolveu esse estilo?
É uma cozinha com base em ingredientes da costa litorânea. Antigamente, sem acesso de estrada aos centros comerciais, os caiçaras se alimentavam basicamente de pescados, caça, bananas, raízes, palmito e taioba. Minha cozinha é baseada em minha raiz familiar e experiências gastronômicas vividas pelo mundo. Valorizo os ingredientes da minha região com técnicas modernas.

Quais são suas referências na cozinha?
Chefs que enalteceram a gastronomia com ingredientes brasileiros, divulgando para o mundo. Exemplos como Alex Atala, o saudoso Paulo Martins, Roberta Sudbrack e Ivo Faria.

Qual maior desafio vivido até hoje?
Representar o Brasil num evento gastronômico em New Brunswick-EUA,com mais 23 chefs de diversos países.

Como você analisa a evolução e o futuro da gastronomia?
Hoje temos técnicas inovadoras que nos permitem obter um melhor sabor de cada ingrediente. Quanto ao futuro, acho que pode ser cada vez melhor, porém, se tivermos a consciência da sustentabilidade na gastronomia.

Qual sua obra prima?
Minha maior obra prima de vida é o meu filho Leonardo, fonte de inspiração! No restaurante Seu Sebastião, o menu degustação, pequenas porções de peixes e frutos do mar com ingredientes regionais.

Como é seu processo de criação?
Minha qualidade de vida. Morar cercado da Mata Atlântica (Sertão do Cacau-Camburi). Comprar pescados direto da canoa na praia. Viajar e conhecer novas culturas gastronômicas. Prestigiar e trocar ideias com amigos da área. Ler. E estar interado de técnicas e tendências atuais.

O que ama e o que odeia no prato?
Amo o frescor dos ingredientes, defendo que para um bom prato é necessário uma excelente matéria prima. Odeio pratos em excesso, salgados, gordurosos ou mal executados, como ingredientes passados do ponto.

O que te emociona na cozinha?
Criar novos pratos e satisfazer a expectativa dos clientes

O que lhe tira o apetite?
A falta de apoio e recursos para os jovens brasileiros se profissionalizarem, já que a grande maioria não pode pagar uma universidade nesta área.

Você é Feito com Pimenta?
Sim! Adoro!! Como das mulheres: o dedo da moça, de cheiro, biquinho e até a malagueta. Sempre uso uma boa pitada, pimentinha picante!!

Batedeira Walita

Dando início a uma série nova de propagandas antigas, o Feito com Pimenta abre as cortinas para a glamurosa batedeira Walita. Palmas!


Lenda do açaí



Mais uma fruta que ganhou lenda foi o açaí. Segundo os contos, sofria-se com falta de comida na tribo. Diante disso, o cacique Itaki mandou que todas as crianças que nascessem fossem sacrificadas, para que a população não crescesse mais.
Tempos depois, sua filha Iaçã deu à luz uma menina, que também fora sacrificada. Iaçã ficou desolada e pedia ao deus Tupã que seu pai encontrasse outra solução para o problema.
Em uma triste noite, a jovem pensou ouvir o choro de uma criança e começou a procurar de onde vinha. Até que, diante de uma palmeira, avistou sua filha, que rapidamente desaparecera.
A índia então desfaleceu e só foi encontrada no outro dia, abraçada à palmeira e com o olhar voltado para os frutos que estavam no topo. O cacique mandou que colhessem os frutos e produzisse um suco vermelho, que recebeu o nome açaí, a palavra Iaçã invertida.
A fruta serviu para alimentar toda a tribo e a lei de sacrificar crianças foi extinta.