domingo, 27 de dezembro de 2015

Fondue de torresmo


Tem algumas combinações na cozinha que são simplesmente perfeitas e que devem viver em eterna harmonia. Uma delas é angu com torresmo, paixão unânime na minha família. Às vezes, quando vamos para casa (casa dos pais será sempre a nossa casa), minha mãe já deixa o angu pronto, só esperando a nossa chegada. E, como todo clássico, é difícil encarar com riso fácil algum variação ou novidade daquilo que conhecemos desde criança. Mas, aí está a beleza da vida, se permitir a novas experimentações.

Assim conheci o Fondue de torresmo do Bar do Marquim, em Juiz de Fora. Confesso que fiquei ressabiada com a proposta, mas, quando provei, foi de enlouquecer. Angu bem molinho, com bastante queijo e torresmo crocante para mergulhar. Um afago à alma! Fácil, barato, saboroso e com gostinho de lembrança. Uma prova de que a vida pode ser simples e sensacional!

Bar do Marquim
Rua Santo Antônio, 10, Centro – Esquina com Rua Paula Lima

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Geleia de pimenta


Hoje vim para adoçar e apimentar a vida de vocês. A mistura do doce e picante, a textura delicada e a cor vibrante me deixam sempre feliz da vida quando ela fica pronta. Confiram agora a receitinha, que é muito fácil e combina com vários pratos.

Ingredientes:
500 gramas de pimenta dedo de moça
3 xícaras de chá de açúcar (eu usei orgânico)
3 xícaras de chá  de água

Modo de preparo:
Corte as pimentas ao meio, retire as sementes e corte em fatias finas. Leve ao fogo a água com açúcar até dissolver. Acrescente as pimentas e deixe ferver em fogo baixo por cerca de 5 minutos. Com um mixer, processador ou liquidificador dê uma leve batida nas pimentas, para ficar mais delicado. Volte ao fogo baixo e se necessário acrescente mais ½ xícara de água para ferver um pouco mais. Agora é só ficar de olho no ponto, que deve ser uma calda grossa. Quando esfriar, ela fica no ponto de geleia. 

domingo, 29 de novembro de 2015

Receita de bolo #casadinhos


Traduzir amor em comida é uma das melhores coisas da vida. Dá uma sensação boa preparar tudo com muito carinho e depois ver a pessoa degustando a comidinha com esse tempero especial. E uma das coisas que mais faço para agradar os que amo é bolo. De aniversário, gelado ou mesmo aquele simples, bem roceiro. Tudo é motivo para bolo! Ontem ganhei uma goiabada cremosa apetitosa que na mesma hora virou motivo de bolo. Com alguns minutos o tabuleiro já estava no forno, o cheiro tomando conta da casa e o maridinho abrindo aquele sorrisão de quem iria se esbaldar de bolo/amor.

Bolo de goiabada com queijo

Ingredientes:
4 ovos
2 colheres de manteiga
½ xícara de creme de leite
2 xícaras de açúcar
2/3 xícaras de leite
4 xícaras de farinha de trigo
1 colher de chá de fermento biológico
4 colheres de sopa de queijo minas ralado
4 colheres de sopa de goiabada cremosa
1 xícara de leite condensado

Modo de preparo:

Bater em uma batedeira as gemas, manteiga, creme de leite e açúcar até formar um creme. Acrescentar o leite e a farinha e bater até ficar homogêneo. Com uma espátula misturar delicadamente as claras em neve e o fermento. Colocar a massa em forminhas untadas e enfarinhadas. Salpicar por cima da massa o queijo ralado e a goiabada. Regar com o leite condensado e levar ao forno preaquecido a 200º por cerca de 30 minutos.

domingo, 8 de novembro de 2015

2º Biergarten


Esse final de semana foi de muita cerveja artesanal no 2º Biergarten, evento realizado pela Abrasel Zona da Mata. Eu não fui ao primeiro, mas os comentários não foram positivos. Problemas relacionados à organização e logística do evento foram o que mais incomodou o público. Contudo, os organizadores fizeram uma boa campanha para a segunda edição, assumindo que os problemas antigos seriam sanados.

Não posso falar com propriedade sobre tais problemas, já que não estava presente. Mas, posso dizer com total convicção que o evento realizado no último sábado estava perfeito. Achei as barracas bem distribuídas, atendimento excelente, música de qualidade e um povo feliz da vida com tanta cerveja boa.

Experimentei uns 5 tipos diferentes até ficar somente na cerveja da marca Profana, produzida especialmente para o evento. O único empecilho foi São Pedro, que mandou aquele aguaceiro. No começo, a chuvinha fina estava até gostosa, mas depois o jeito foi correr para o Timboo, que – para minha alegria! – também estava servindo a Profana. 

sábado, 31 de outubro de 2015

Bolo de cenoura é puro amor!


Bolo de cenoura, o que dizer sobre ele? Que é fácil de fazer, prático, irresistível, deixa a casa com aquele cheiro, faz salivar, lembra casa de mãe, fica com uma cor linda e é puro amor? Sim, podemos dizer tudo isso sobre ele, correr pra cozinha e fazer o dia ficar mais feliz com essa indecência.

Ingredientes para massa:
3 ovos
1 xícara de chá de óleo
2 xícaras de chá de açúcar
3 cenouras médias ou 2 grandes
2 ½ de chá de farinha de trigo
1 colher de sopa de fermento em pó

* Coloque no liquidificador (nessa ordem) os ovos, o óleo, o açúcar e as cenouras. Bata por 5 minutos, até ficar bem homogêneo. Despeje em uma vasilha e misture delicadamente a farinha de trigo. Adicione o fermento e misture mais um pouco. Coloque em uma forma untada e enfarinha. Leve ao forno pré-aquecido a 180º por cerca de 40 minutos. Retire do forno, espere esfriar e coloque a cobertura.

Ingredientes para cobertura (lá em casa isso é motivo de discórdia, porque cada um gosta de um jeito, então vou passar a receitinha das três coberturas que fazemos):

De mãe
2 gemas
2 colheres de sopa de açúcar
3 colheres chocolate em pó
1 colher de sopa de manteiga
½ xícara de chá de leite
*Misture todos os ingredientes e leve ao fogo baixo até formar uma calda.

De TPM
1 lata de leite condensado
4 colheres de chocolate em pó
1 colher de sopa de manteiga
*Misture todos os ingredientes e leve ao fogo baixo até o ponto de brigadeiro mole.

De frescura
300 gramas de chocolate amargo
1 caixinha de creme de leite
* Pique o chocolate, coloque o creme de leite e leve ao fogo, em banho-maria, até formar um creme.

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Pãezinhos de cebola e manjericão


Não me canso de dizer o quanto gosto de fazer pão. Acho uma coisa tão incrível preparar a massa e depois ver o resultado. É algo que realmente me conforta. Ontem foi dia de castigar a vizinhança com cheirinho de pão no forno. E olha que esses perfumaram mesmo o ambiente. A receita é daquelas facinhas e viciantes, confira aí! 

Ingredientes:
300 ml de água
60 ml de óleo
1 colher de chá de sal
15 gramas de fermento biológico seco
600 gramas de farinha de trigo
Cebola e manjericão

Modo de preparo:
Coloque em uma tigela o fermento, um pouco da água e da farinha de trigo para fazer uma misturinha. Deixe descansar 10 minutos e acrescente o sal, óleo, o restante da água e misture bem. Coloque a farinha de trigo e despeje em uma superfície para sovar a massa – com carinho! Se precisar, acrescente mais farinha de trigo para dar o ponto. E por falar nele, o ponto dessa massa é bem fofinho e desgrudando das mãos. Divida a massa em duas partes e adicione os temperos. *Em uma parte eu usei cebola desidratada no forno, é só fatiar bem fina e levar ao forno por uns 15 minutos. Na outra, coloquei manjericão picadinho.*
Deixe a massa crescer até dobrar de volume. Modele os pãezinhos, coloque em uma assadeira untada e deixe descansar por mais 20 minutos. Leve ao forno médio até assar e dourar.

Dica: uma manteiga derretendo nesse pão quentinho é coisa linda de viver. 

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Comida de criança é coisa séria


Comida de criança é coisa séria e nesse final de semana fiquei pensando sobre isso. O que comemos quando criança forma não só nosso paladar, mas também o nosso estilo de vida. Lá em casa fomos criadas com angu, feijão, verdura, uma carninha ensopada e muitas frutas, colhidas logo ali em nosso quintal. Tinha fruta do conde, laranja serra d’água, abacate, banana, limão, amora, goiaba e cana-de-açúcar. Tenho certeza que se perguntar para minhas irmãs, elas irão se lembrar de cada detalhe do nosso quintal, assim como do sabor dessas delícias.

Levamos essa criação para nossas vidas. Desde o respeito e cuidado com o alimento até o prazer de saborear as coisas simples. Características que não consigo reconhecer facilmente nas crianças de hoje, hipnotizadas por um copo de refrigerante ou um saco daqueles biscoitos fedorentos. Não quero ser hipócrita em dizer que não como uma porcaria de vez em quando (olá TPM!), mas o que acho preocupante é a inversão de valores do que é exceção e regra. Tem uma turminha aí que nunca deve ter experimentado taioba, chuchu e quiabo. Ingredientes que são, simplesmente, minhas maiores paixões à mesa.

Um exemplo disso tudo é Bela Gil. De vez em quando entro na página do Facebook dela só para acompanhar a discrepância de comentários. Tem gente que entende a proposta de trabalho dela, aprende, adapta e, de alguma forma, busca melhorar a alimentação. Em contrapartida, tem gente que só falta chamar a moça de coisa ruim. Vejo essa reação como um simples reconhecimento de que ela está certa, que você – reclamão - come muito mal e não tem disposição para mudar.

Enfim, o dia que todos entenderem a importância de uma alimentação saudável o mundo será bem mais lindo. Digo isso porque alimentação saudável inclui tudo, como se preocupar com a cadeia produtiva, com o lixo que você gera e, essencialmente, com aquilo que come.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

O primeiro pão


Outro dia contei aqui da caçula na cozinha, se entregando a esse novo mundo. Hoje venho falar de outra irmã, Lívia, que fez o seu primeiro pão. Preciso dizer que fazer pão, para mim, é uma coisa mágica. Você prepara a massa, sente ela em suas mãos, sova com todo carinho e depois experimenta uma sensação única: degustar aquilo que as próprias mãos fizeram. E ver essa experiência acontecendo com alguém tão próximo é ainda mais especial.

A receita escolhida foi um tradicional pão da nossa avó, com recheio de frango e legumes. Passei as instruções à tarde e quando a noite chegou começamos uma verdadeira conferência via telefone para acompanhar o passo a passo. Massa pronta, massa crescida e massa assada. O resultado foi magnífico, tanto pelo pão quanto pela alegria dela – e minha - em fazer o primeiro pão.

Só para constar, somos quatro irmãs e agora só falta a primogênita aparecer no blog. Mas, vou logo avisando, ela é a única que faz o frango com quiabo igual da nossa mãe, ou seja, uma cozinheira de mão cheia.

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Brigadeiro de leite em pó com Nutella


Hoje quero usar este espaço para fazer uma denúncia muito séria: precisamos achar o culpado por inventar o tal brigadeiro de leite em pó com Nutella. Esse doce é muito perigoso, coisa de outro mundo e totalmente viciante. Se você se considera acima desse mal é porque ainda não teve coragem de experimentar. Confesso que eu era um pouco descrente com o poder dele, mas bastou uma mordida para me sentir intoxicada. Isso é tão sério, que não tive condições de tirar uma foto decente. Mas também não adiantaria, pois imagens e palavras não são suficientes para explicar o inexplicável, só experimentando mesmo. Respire fundo, anote a receita e boa sorte!

Ingredientes:
1 lata de leite condensado
1 colher de sopa de manteiga
3 colheres de sopa de leite em pó
Nutella 

Modo de preparo:
Misturar o leite condensado, leite em pó e manteiga em uma panela. Levar ao fogo baixo, mexendo sem parar até dar o ponto de brigadeiro - aquele que desgruda do fundo da panela. Colocar em um prato untado com manteiga para esfriar. Fazer bolinhas da Nutella e colocar em um tabuleiro no freezer para gelar. Isso vai ajudar muito na hora de enrolar. Abrir as bolinhas com o brigadeiro, rechear com a Nutella e fechar. Finalizar passando no leite em pó e colocar nas forminhas. Dica: deixar na geladeira até a hora de servir, pois fica ainda mais gostoso geladinho.

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Feriado, Batalha e Bruschetta


Esse final de semana, com direito a feriadinho na segunda-feira, foi daqueles de aproveitar bastante. O tempo em Juiz de Fora fechou, choveu e fez frio. Um cenário perfeito para curtir um vinho em casa, com direito a aperitivos, amigos e vitrola. Mais perfeito ainda com a encomenda que chegou sexta-feira: quatro garrafas da Batalha Vinhas e Vinhos, localizada na Campanha Gaúcha. Isso é, praticamente, um sinal do cosmos para a programação do fim de semana!

Foram quatro rótulos, Cabernet Sauvignon, Merlot, Tannat e o Espumante Brut. Suficientes para me deixar encantada com a qualidade, presença e personalidade dos vinhos. Já na primeira taça, fiquei instigada para conhecer melhor o trabalho deles e comecei a pesquisar. Uma história incrível de cuidado com a produção e estilo dos produtos, buscando resultado em termos de qualidade e não quantidade. Gostei muito de todos, mas o meu preferido foi o Merlot, bem marcante.

Para acompanhar, montei uma tábua com alguns petiscos, como queijo, pastrami, ciabatta e uma bruschetta de tomatinhos, que é uma paixão lá em casa. É tão simples e gostosa, que vou ensinar aqui rapidinho: corte um pão italiano em fatias, com cerca de 1 cm de espessura. Corte tomatinhos sweet grape pela metade e tempere com uma pitada de sal e uma de pimenta do reino. Fatie um alho bem fininho, frite no azeite e, já com o fogo desligado, misture os tomatinhos. Coloque-os por cima das fatias de pão, disponha em um tabuleiro, regue com um fio de azeite e leve ao forno pré-aquecido por cerca 5 minutos, coisa rápida.

Agora é só abrir seu vinho, degustar a bruschetta e ser feliz! J

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Um caso de amor com Tiradentes

Quitandinha no meio da rua

Estava meio sumida por um justo e necessário motivo: férias! Foram trinta dias de nada e tudo para fazer. Em um dos finais de semana de tudo para fazer, o destino foi o Festival Cultura e Gastronomia deTiradentes. Preciso dizer que, toda vez que visito essa fofuxa cidade, sinto-me em um caso de amor com a mesma. Gosto da simplicidade, das pessoas, da arquitetura, do clima e, claro, dos sabores de lá. Imagina esse último em pleno festival, uma perdição.

Esse ano foi a primeira vez que fui totalmente a passeio para o evento, sem nenhum compromisso profissional. Que coisa boa! Andei, relaxei, experimentei, brindei e fiquei com o dente roxo o tempo todo – oh lugar bom para tomar vinho! Além das atrações do festival, tanto musical quanto gastronômica, a cidade toda assume essa identidade e, em cada cantinho, você se sente acolhido e respirando cultura.

A nossa turma era grande, pois convidei uma galera para comemorar meu aniversário lá. Tinha marido, irmãs, pais, sogros, madrinhas, amigos, primos, amigas, sogros da irmã, cunhados e muita alegria. Foi um encontro memorável e que faz a gente pensar como é querido e como vale a pena aproveitar a vida. E essa é a mais importante mensagem que posso escrever sobre Tiradentes e seu lindo festival: aproveitar! Não deixe de ir ano que vem, faça sua reserva o quanto antes para garantir vaga com preço bom e aproveite muito, cada detalhe e grandiosidade que irá encontrar por lá.

sexta-feira, 17 de julho de 2015

O melhor molho de tomate do mundo


Outro dia falei aqui sobre a famosa pizza da minha avó, que é simplesmente uma das mais exemplares formas de perfeição existentes no mundo. O que não contei, ainda, é sobre um dos segredos para essa receita de Dona Conceição: o melhor molho de tomate do mundo!

Juro que não é exagero e, muito menos, a devoção de uma neta falando. O molho de tomate dela é escandaloso de simples e saboroso. Aliás, acho que a simplicidade é o motivo de ser tão incrível, pois é feito basicamente de tomate e carinho. Em nossa família existe um verdadeiro contrabando de molho por esse Brasil afora, potinhos que vão pra lá e pra cá.

Ontem foi dia de me arriscar nas panelas para preparar o tal molho. Tomate madurinho, bem escolhido. Devidamente lavados, cortados ao meio e sem sementes, eles vão para a panela com um copo de água. Fogo baixo, sem pressa, os tomates vão suando e soltando a pele. Coisa de minutos e já pode colocar em um escorredor, tirar a pele e deixar escorrer a água. Triture os tomates e volte ao fogo para apurar. Uma pitada de açúcar, outra de sal e o pulo do gato. Lembro-me sempre de ver minha avó refogando o alho e a cebola bem picadinhos e dizendo: "Mariana, metade tem que bater com o molho e o restante colocado direto na panela, assim fica mais gostoso".

Pronto, é hora de ficar feliz da vida com o resultado e usar a imaginação, seja em pizza, macarrão ou com uma torradinha – lá em casa é um vício comer esse molho com pão!

terça-feira, 14 de julho de 2015

Caçula na cozinha


Acredito de verdade que a comida tem um poder incrível de mudança. Seja para quem trabalha com esse mercado, para quem experimenta uma colherada de algo capaz de inundar a boca de sabores ou uns e outros que se rendem a essa paixão. Recentemente tenho percebido um pouco dessa mudança na vida da minha irmã Nathália. Caçula e sempre muito paparicada, a pequena menina, agora grande mulher, tem trocado algumas noitadas para se entregar aos mágicos momentos da cozinha.

A cada dia ela descobre um truque, testa uma nova receita, experimenta um vinho e, pouco a pouco, vai descobrindo o prazer desse ritual. Tudo começa com a escolha do prato. Pesquisa, pergunta e decide o que irá fazer. Depois vem a seleção dos ingredientes, que já é mais cuidadosa do que antes. Na cozinha, temperos se encontram e, logo depois, tudo se concretiza na panela. É chegado o momento que consagrar toda essa história: o de degustar. O paladar traz à tona a recompensa de todo o trabalho e, principalmente, a satisfação que, acredito eu, somente a comida é capaz de proporcionar.

Um exemplo disso tudo é essa foto aí, que recebi da caçula na última sexta-feira comemorando o sucesso do Penne ao molho Alfredo. :P 

domingo, 5 de julho de 2015

Sushi Bom Pastor


Locadora de filmes e comida japonesa, uma combinação inusitada, mas que o Sushi Bom Pastor mostrou ser possível. O lugar era originalmente locadora e café e, há cerca de um ano, conta com sushis e sashimis invadindo a área. Eu nunca tinha ouvido falar do estabelecimento, mas a indicação de uma amiga nos fez parar lá em uma fria sexta-feira.

Espaço aconchegante, bem íntimo e com atendimento bonito levado no sorriso. No dia fomos de rodízio, por R$ 56,90, já que a vontade de japa era grande. Fiquei surpresa com a qualidade, ingredientes frescos e sabor incrível. Gostei tanto das peças simples e obrigatórias quanto das criações da casa.

Maridão foi de cerveja, das tradicionais a alguns rótulos especiais. Eu – congelando no frio dessa cidade – tinha como objetivo de vida tomar vinho para esquentar. Foi, então, que me deparei com o único defeito da casa a meu ver: a carta de vinhos. Eles só contam com dois rótulos, um Miolo de 375 ml e um Dona Dominga de 750 ml. Não fiquei de tudo triste, pois o Dona Dominga tem um custo benefício bacana e foi o vinho servido em nosso casório, mas queria ter mais opções de escolha da bebida.

Tirando esse detalhe, saímos satisfeitos, com vontade de voltar e encontrar o mesmo padrão de qualidade na comida. Uma dica para quem se interessar é fazer reserva, pois o lugar é pequeninho. ;)

terça-feira, 23 de junho de 2015

Casa de Julieta, um verdadeiro mimo

Carinho para uma aniversariante especial!

É tão bom quando a vida da gente é feita de delicadezas. Um mimo aqui, um carinho acolá. São coisas que possam parecer simples, mas que contribuem com o sorriso de cada dia. Acordar um pouco mais cedo para surpreender seu amor com um pão com manteiga na chapa pode ser melhor do que um banquete no café da manhã. Receber uma mensagem saudosa de um grande amigo que está longe pode ser capaz de fazer a distância sumir por alguns segundos. São essas miudezas do dia a dia que nos enchem o coração e deixam tudo mais leve.

Foi assim que descobri e me apaixonei pela Casa de Julieta, uma fábrica de mimos comestíveis. Encantei-me com a delicadeza do trabalho, muito bonito e artesanal. Faltava experimentar para saber se o sabor correspondia. Caí de amores. Biscoitos, cookies, chocolates, madeleines, woopies, pirulitos e cupcakes, tudo maravilhoso. A praticidade também é uma qualidade, pois faço meus pedidos online, trocamos ideias e quando são entregues está tudo perfeito.

Indico que você experimente ou surpreenda alguém especial com um mimo desses, já que todos merecem um afago na alma. Sempre. ♥

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Pizza da Vovó


Já falei aqui algumas vezes que minha avó é uma musa inspiradora de vida e cozinha, mas sempre pensava que faltava contar uma coisa importante por aqui: a receita de pizza da Dona Conceição. É uma massa curinga na minha vida e que tenho muito orgulho de usar sempre, já que sou a única da família que aprendeu os ensinamentos de vovó para tal preparo. O que motivou esse post (e os tabuleiros da foto acima) é ter encontrado a receita que minha avó formatou há mais de quinze anos para mim, já que ela só prepara “no olho” e, para que eu aprendesse, precisava de medidas. Essa receita rende dois tabuleiros médios, apesar de raramente fazermos essa quantidade, pois a família é grande e a fome maior ainda. Afinal, pizza da vovó é uma tradição muito respeitada/desejada lá em casa.

Ingredientes:
50 gramas de fermento biológico fresco
1 colher de sopa rasa de açúcar
1 colher de sopa rasa de sal
3 ovos
½ xícara de chá de óleo
1 ½ xícara de chá de leite
Farinha de trigo até o ponto (cerca de 4 xícaras)

Modo de preparo: dissolver o fermento com o sal e açúcar até ficar líquido. Acrescentar os ovos e dar uma batinha. Adicionar o óleo e o leite, em temperatura ambiente, e misturar novamente. Adicionar farinha de trigo, mexendo até dar um ponto mole e grudento (um pouco mais consistente que massa de bolo). Deixar descansar por 30 minutos. Untar e enfarinhar os tabuleiros. Colocar a massa, espalhando com a ajuda de uma colher, até cobrir todo o tabuleiro. A espessura da massa pode variar de acordo com o gosto de cada um. Levar para pre-assar no forno e depois colocar a cobertura que desejar. Levar ao forno novamente até dourar o fundo da massa e derreter aquele tantão de queijo que você vai colocar.

* Para outros usos como torta, salgados e pães é só acrescentar mais farinha de trigo até o ponto de enrolar.

sábado, 6 de junho de 2015

Bom Brasileiro


Se tem uma coisa que gosto nessa vida é padaria. Agora pensa em uma que prioriza ingredientes brasileiros, faz tudo de forma artesanal, entrega em casa e ainda tem sorriso no rosto. Então, essa é a Bom Brasileiro, uma grata surpresa em Juiz de Fora. 

Comandada por Cintia Vidal e Hélio Botelho, que fazem questão de cuidarem pessoalmente de cada detalhe, os produtos são diversificados e de muita qualidade. De lá, já experimentei o pão de abobora, maça e canela, a casquinha de laranja cristalizada e o coockie de chocolate, que por sinal viraram os meus preferidos. Super indico, liga pra lá: (32) 3082-4995.

*Ressalto que esse post não é patrocinado, eles manjam dos paranauê mesmo.

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Trio/quarteto de petiscos


O raio gourmetizador passou por aqui... Mas, por uma boa causa. Receber amigos é um dos maiores prazeres lá em casa, ficamos naquela função gostosa de imaginar as comidinhas, bebidas, música e decoração que irá agradar os convidados. Nesse dia, a turma era daquelas que tem lugar cativo no coração da gente e, por isso, mereciam toda dedicação. Foi um jantar informal, cheio de causos e risadas que duraram até às 5h da manhã. No cardápio, preparamos uma salada de entrada, alguns petiscos, prato principal foi escondidinho de mandioca com carne de panela e de sobremesa tortinha de limão com calda de chocolate amargo.

Confesso que tudo fez sucesso, mas esse trio – que virou quarteto - de petiscos foi o mais elogiado. A ideia inicial era servir três aperitivos, mas minutos antes da galera chegar meu marido solta: “Não vai ter torresmo?”. Claro que esse pedido foi acatado imediatamente e o trio virou quarteto, pois é um absurdo fazer qualquer coisa lá em casa e não ter torresmo. Isso porque é daqueles que a gente torrisca e ele até estala, ainda mais quando recebe umas gotinhas de limão. Para quem não sabe, essa delícia é produzida por ninguém menos que minha mamãe, que tem uma produção artesanal de linguiça, torresmo, carne de lata e outras iguarias que vou parar de falar agora, senão você não vai mais prestar atenção no meu texto. Fiz um post sobre isso há algum tempo, leia aqui!

Então vamos ao descritivo dos petiscos, em sentido horário: caldinho de queijo com camarão, bruschetta de tomatinhos com alho, mini hambúrguer com maionese caseira e o tal torresmo. Conclusão da noite: tudo que é feito com carinho, para pessoas especiais e que acabam nos proporcionando momentos memoráveis, não é simplesmente fruto do raio gourmetizador, mas um mimo que demonstra nosso amor por nossos chegados. 

quinta-feira, 14 de maio de 2015

O meu naked cake


Se tem uma tendência que me pegou de jeito foi o naked cake. Prático, lindo e gostoso. Esse aí da foto é o que mais faço e sempre é um sucesso. Gostou? Faça também.

Ingredientes da massa:
3 ovos
3 colheres de sopa de açúcar
3 colheres de sopa de água
3 colheres de sopa de farinha de trigo
1 pitada fermento em pó

Ingredientes do recheio/cobertura:
2 latas de leite condensando
400 ml de leite
5 gemas
2 colheres de sopa de amido de milho
300 gramas de chocolate branco
200 gramas de nozes picadas

Cobertura:
Cerejas, nozes e suspiros

Modo de preparo:

Massa: bater as gemas e o açúcar na batedeira até formar um creme embranquecido. Acrescentar a água e a farinha de trigo e bater mais um pouco. Misturar delicadamente as claras em neve e o fermento até ficar homogêneo. Levar para assar em forma untada e enfarinhada até dourar. *Fiz três receitas, para ter três discos de massa na montagem.

Recheio: dissolver o amido de milho no leite e adicionar as gemas peneiradas, o leite condensado e o chocolate branco picado. Levar ao fogo baixo até cozinhar e tomar consistência. Cobrir com papel filme e deixar esfriar.

Montagem: colocar um disco de massa e cobrir com um pouco do creme e metade das nozes picadas. Colocar outro disco de massa e cobrir com mais creme e restante das nozes picadas. Colocar o último disco de massa e cobrir o bolo, somente em cima, com o restante do creme. Levar à geladeira por 1 hora para firmar. Retirar da geladeira e decorar com as cerejas, nozes e suspiros. Finalizar polvilhando um pouco de açúcar em todo o bolo.

domingo, 10 de maio de 2015

Coisa de avó


Já falei aqui algumas vezes sobre comida e carinho de avó, que considero sinônimos. Coisa boa demais, não é?! Eu sou daquelas netas grude, que aproveita toda oportunidade para ficar por perto. E, claro, a maioria de nossos momentos é na cozinha. Organizando algumas fotos esse final de semana, encontrei uma receita que anotei para minha vovó, Dona Conceição, há algum tempo. Quem me mandou esse arquivo foi meu primo Pedro, que assina no final da página junto comigo. Ele também é desses netos grude. Imagino que tínhamos 10 e 7 anos na época, mas a situação me parece vivida há apenas alguns dias, pois é exatamente assim a fome e amor de netos.

P.S.: Esse biscoito de polvilho é daqueles: viciante!

segunda-feira, 4 de maio de 2015

1º Biergarten Abrasel


Ponto para Abrasel ZM.

Desde que voltei a morar em Juiz de Fora me surpreendo a cada dia com a qualidade e crescimento das cervejas artesanais por aqui. Já estava mais do que na hora de mobilizadores do setor organizar eventos para os cervejeiros de plantão brindarem à/com vontade. Para nossa alegria, a Abrasel ZM promove o 1º Biergarten Abrasel, no dia 16 de maio, na Praça Bom Pastor.

A ideia é inspirada na tradição alemã de biergartens (jardim de cerveja, que coisa linda!), que é uma reunião de amigos e família em áreas ao ar livre, regada por boas cervejas. Aqui em Juiz de Fora, serão 10 rótulos artesanais, atrações culturais e muita diversão. A combinação perfeita para uma deliciosa tarde. Confira a programação abaixo e marque na agenda. ;)

Informações do evento:
1º Biergarten Abrasel
16 de maio, de 12h às 20h
Praça Bom Pastor
Entrada franca

Programação:
12h – Abertura
12h30 - Trupicada (Infantil)
14h30 - Zona Blue (Pop Rock)
16h - Apresentação do Grupo de dança Schmerterling
17h - Concurso de Chopp a metro
20h - Encerramento

domingo, 26 de abril de 2015

Bar da esquina (Os guerreiros), mais conhecido como Bar do Manoel

Descrição da felicidade: almôndega, molho, cheiro verde, pão e cachaça.

Se tem uma coisa que dou valor é um bom boteco, daqueles que a gente vai de chinelo, toma cerveja estupidamente gelada, come petiscos tradicionais, encontra os amigos e no final a conta vem baratinha. Em Juiz de Fora, tem um lugar desses que acho um máximo, a começar pelo nome: Bar da esquina, que traz entre parênteses Os guerreiros, mas que é conhecido como Bar do Manoel. No começo achava engraçado esses três nomes, mas realmente as pessoas o conhecem dessa forma.

O clima é descontraído, todos que estão por lá se conhecem e se você ainda não é um desses, eles dão um jeito de te enturmar rapidinho. Na minha última visita até comida árabe, que um dos frequentadores assíduos tinha levado, eu ganhei para experimentar. A melhor parte é que meu marido e sogro são desses que vão lá sempre, então quando apareço fico bem à vontade.

Enfim, fica a dica para quem curte um boteco, mas boteco de verdade. Como eles não tem site e nem página no Facebook (é boteco mesmo, gente!), o bar fica na esquina da Rua Padre Café com Cândido Tostes, no bairro São Mateus, Juiz de Fora.

domingo, 5 de abril de 2015

Bolo Twix


Sou uma madrinha bem coruja e todo ano dou um jeitinho de encontrar com meu afilhado perto do aniversário dele para fazer um bolo bem caprichado. Esse ano ele fez 15 anos e, como todo bom adolescente, está na fase do “quanto mais chocolate melhor”. Uma de suas guloseimas preferidas (e de quem não?) é o Twix e essa foi a inspiração para o bolo da vez. Confira a receitinha de dar água na boca.

Ingredientes da massa:
3 ovos
3 colheres de sopa de açúcar
3 colheres de sopa de água
3 colheres de sopa de farinha de trigo
1 pitada fermento em pó

Ingredientes do recheio (brigadeiro de caramelo):
1 xícara de chá de açúcar
2 colheres de sopa de manteiga
2 latas de leite condensado

Ingredientes da cobertura:
½ kg de chocolate amargo
2 caixinhas de creme de leite
10 tabletes de Twix

Modo de preparo:

Massa: bater as gemas e o açúcar na batedeira até formar um creme embranquecido. Acrescentar a água e a farinha de trigo e bater mais um pouco. Misturar delicadamente as claras em neve e o fermento e misturar até ficar homogêneo. Levar para assar em forma untada e enfarinhada até dourar. 
* Fiz três receitas, para ter três discos de massa na montagem.

Recheio: levar o açúcar e a manteiga no fogo baixo até derreter e caramelizar. Acrescentar o leite condensado e misturar até dar ponto de brigadeiro. Retirar do fogo e deixar esfriar.

Cobertura: levar no fogo em banho maria o chocolate picado e o creme de leite até derreter e formar um creme homogêneo. Picar os twix e reservar.

Montagem: colocar um disco de massa e cobrir com metade do brigadeiro de caramelo. Colocar outro disco de massa e cobrir com o restante do brigadeiro, reservando duas colheres para o final. Colocar o último disco de massa e cobrir o bolo todo com a cobertura de chocolate. Levar à geladeira por 1 hora para firmar. Retirar da geladeira e decorar com os twix picados e o restante do brigadeiro de caramelo reservado.

Depois é só servir e ver a alegria do afilhado devorando o bolo! 

segunda-feira, 16 de março de 2015

A Tal da Esfiha salvando o domingo

Não rolou foto do prato por motivo de muita fome e
peguei uma emprestada deles só para vocês sentirem o drama.
Tem domingo que a preguiça toma conta e nosso dia se resume a seriados e comida pronta. Assim aconteceu essa semana, eu e o maridão ficamos esparramados no sofá o dia todo e a fome só apertou lá pelas 15h. Esse é um horário complicado para pedir comida em Juiz de Fora, já que os estabelecimentos de almoço estão encerrando as atividades e os de jantar ainda nem começaram. As opções eram somente pizza, sanduíche e comida japonesa. Nada apeteceu. Até que a A Tal da Esfiha, tradicional casa árabe da cidade, apareceu em nossas vidas.

Conhecíamos o lugar apenas pelas esfihas, que sempre foram boas e, por isso, resolvemos apostar no Tal do Combinado. A opção conta com prato principal, acompanhamento e uma pasta com pão árabe para iniciar os trabalhos. Fomos de charuto de repolho e costelinha suína, acompanhado de arroz com lentilha e de pasta escolhemos labne. Além disso, também pedimos a sobremesa que participou do JF Sabor 2014, cocada mineira com sorvete de creme e calda de maracujá. Como fomos felizes com esse pedido. As porções são tão bem servidas que não demos conta de comer tudo. O pedido chegou em apenas 20 minutos, com tudo fresquinho e sabor maravilhoso.

Preciso ressaltar também o aplicativo que usamos para fazer o pedido, o Alakarte. Não é a primeira vez que usamos e só confirmou a qualidade no serviço que já havíamos vivenciado antes. É tão bom quando tudo funciona, né?

Depois de tanta coisa boa, só nos restou voltar correndo para o sofá e aproveitar o resto do dia vagarosamente...

sexta-feira, 6 de março de 2015

JF Sabor 2015

Acarajé do Poleiro do Galo
O JF Sabor 2015 já começou e cheio de novidades. Este ano o evento foi dividido em categorias, que serão realizadas em datas individuas. Ontem, dia 05, começou a etapa Petiscos, que acontece até o dia 15/03. Em seguida teremos Pizzas e Massas (25/06 a 05/07), Lanches / Sanduíches (13/08 a 23/08), Pratos e Sobremesas (01/10 a 18/10) e Mais uma Dose (04/11), que promete ser o grande evento de encerramento. O tema, que vale para todas as categorias, é a gastronomia Afro-Brasileira. Informações oficiais devidamente comunicadas, vamos às minhas considerações:

- Gosto do JF Sabor, acho que tem muito potencial e a gastronomia de Juiz de Fora merece/precisa de eventos assim. Contudo, acho que essa nova formatação é um tiro no pé. Uma decisão que parece ser totalmente comercial, como uma conta simples de multiplicar o lucro de um evento por cinco. Mas, com o pouco que sei desse mercado, gastronomia não se trata disso. Despertar no público a vontade de experimentar, a curiosidade, o prazer e tantos outros sentimentos envolvidos trata-se de paixão. Não estou sentindo isso no evento.

- Pelo que percebi, já aconteceu uma votação de júri técnico dos pratos e o público não irá votar, o que considero mais um motivo que prejudica o engajamento no evento.

- Não entendi a estratégia de não divulgação do JF Sabor. Cadê os bares com identidade do evento, guia com os estabelecimentos, redes sociais bombando, garçons oferecendo o prato da casa, o burburinho na cidade? Senti falta do clima gostoso de festival.

- Dei uma olhada nos pratos criados para essa etapa. São 17 casas, sendo que 12 dessas fizeram uma versão de bolinho de alguma coisa. Penso que essa pode ser uma característica do tema, mas petisco não se resume a isso. 

- A duração da etapa Petiscos é de 10 dias para visitar 17 estabelecimentos. Achei o prazo apertado para quem pretende visitar todos os lugares.

- Passei ontem por uma casa participante, o Poleiro do Galo. Sem nenhuma identificação do evento no lugar, pedi informação ao garçom, que me disse, sem entusiasmo, que estavam participando com um acarajé. Gostoso, bem feito, mas nada demais.

- Para encerrar, só preciso compartilhar com vocês esse limão cheio de purpurina enfeitando um dos pratos do evento. Brilha limãozinho, brilha!

Foto divulgada na Fanpage da Rádio CBN Juiz de Fora

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Tortinha de limão


Tem um tempinho que não posto uma receita aqui. Isso é um absurdo. E pelo motivo de demora resolvi punir presentear vocês com uma receitinha que é um absurdo de gostosa. Fácil, simples e bem prática. Faz bonito para as visitas e também para aqueles dias em que a #TPM implora por doces.

Ingredientes da massa:
2 ½ xícaras (chá) de farinha de trigo
5 colheres (sopa) de manteiga
5 colheres (sopa) de creme de leite
Raspas de limão
1 pitada de fermento em pó

Ingredientes do recheio:
2 latas de leite condensado
Suco de 5 limões

Ingredientes da cobertura:
3 claras em neve
5 colheres (sopa) de açúcar

Modo de preparo:
Para a massa, misturar todos os ingredientes com as pontas dos dedos até que ficar homogênea. Deixar descansar cerca de 30 minutos na geladeira. Abrir a massa em forminhas pequenas, fazer leves furinhos com o garfo e levar ao forno até começar a dourar. Para o recheio, misturar o leite condensado com o limão até tomar consistência (é só isso!). Para a cobertura, levar as claras com o açúcar em banho-maria mexendo bem devagar. Tenha cuidado para não deixar a clara cozinhar, é apenas para esquentar. Levar diretamente para a batedeira e bater até o creme esfriar e formar picos. Colocar o recheio na massa e cubrir com o merengue. Levar ao forno para dourar.

Dica: Eu gosto de servir a tortinha gelada com calda de chocolate quente. É só levar chocolate amargo e um pouco de creme de leite no fogo até derreter. ;) 

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Armazém do Porto

"O ceviche"

Foi numa sexta-feira de pré-carnaval que nos entregamos à folia gastronômica do Armazém do Porto. Que lugar, minha gente! A definição do estabelecimento é assim: restaurante, peixaria, sushi bar e armazém com variedade de produtos, como queijos, vinhos, azeites, conservas e tantos outros. E é isso mesmo, felizmente. A vontade de conhecer já existia há algum tempo, mas nas tentativas que fizemos a casa já estava lotada. Contudo, esse era o nosso dia. 

De cara já se nota a diferença do serviço pelo atendimento exemplar: atencioso e relaxado na medida certa. O clima é daqueles propícios para bons papos, onde a conversa vai longe. Das bebidas, fomos de cerveja, mas não deixei de conferir a carta de vinhos, que piscou para mim e já deixou forte o convite para voltar logo.

Papo vai, cerveja vem e começamos a comilança. O cardápio é uma tentação, com muita coisa interessante. Camarões salteados com ervas, atum grelhado e sashimis perfeitos. Teve prato que pedimos mais de uma vez de tão bom, como o salmão com calda de laranja e sal negro. Contudo, o melhor da noite foi, sem dúvidas, o ceviche. Com um corte de peixe diferente do convencional, acidez no ponto certo, cebola bem batidinha e levemente picante, o prato é sensacional.

Outra coisa que chama a atenção é a localização, bem perto da Praça da Estação. Sei não, mas acho que essa região tem potencial para se tornar um centro gastronômico de Juiz de Fora, desses bem charmosos que misturam boa gastronomia e ambiente descontraído.

Enfim, o Armazém do Porto é desses lugares que ficam na cabeça da gente. Mesmo com toda a função carnavalesca, eu e o marido falamos dele várias vezes entre uma marchinha e outra. O assunto era a saudade de um lugar que acabamos de visitar, mas que já mora em nosso coração. Voltaremos em breve, mesmo porque preciso comer o pastel de arraia, que até agora estou sentida por não ter experimentado.

Dica: Faça reserva com antecedência! ;)

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Wäls e Bohemia


O mundo cervejeiro sacudiu nessa terça-feira, dia 10 de fevereiro. Isso porque a cervejaria Wäls anunciou sua união à Ambev, por meio da Cervejaria Bohemia, de Petrópolis. Comandada pelos irmãos Tiago e José Felipe Carneiro, a Wäls tem uma linda história de família, que há 15 anos tem surpreendido o público com suas cervejas especiais.

Uma característica que sempre me chamou atenção na produção da Wäls é o cuidado que eles tem com tudo: a qualidade exemplar de suas cervejas; a receptividade na fábrica – transformada recentemente em Tasting Room; a preocupação em se posicionar no mercado; e, principalmente, o respeito pela história da cerveja artesanal. Sendo assim, não consigo pensar mal dessa nova fase da cervejaria.

Claro que muitas pessoas já começaram a bombardear a nova sociedade com a possibilidade da Ambev prejudicar a qualidade das cervejas artesanais. Esse risco existe sim. Mas, felizmente, existe também o risco da parceria ser um sucesso, facilitando o acesso da cervejaria a ingredientes, logística e novos mercados, assim como contribuir para o consumidor ter mais acesso às artesanais.

Conhecendo o histórico e comprometimento da Wäls, posso apostar que essa parceria só irá acrescentar à marca. Espero, pelo menos, que possa achar as cervas deles com mais facilidade em Juiz de Fora.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Gastrobier

Pastel de moqueca, receita de mãe e totalmente viciante.
Tem lugares que são uma boa surpresa na vida gastronômica da gente. Assim foi a descoberta do Gastrobier, um barzinho com boas pretensões gourmets. Esse texto até parece ter passado pelo raio gourmetizador... rs! Vou parar com isso e jogar um papo reto, desses que todo mundo entende.

Cerveja gelada e a promessa de um chopp de fabricação própria.

Música de qualidade com direito a vinil do Chico Buarque.

Gente jovem no comando que senta com os clientes para papear.

Petiscos deliciosos e alguns que carregam receita e tempero de mãe.

Mãe de proprietário que aparece no fim da noite para contar a história da receita.

Cunhado que trabalha na cozinha e mostra orgulhoso o que tem aprendido.

Dia de semana se transformando numa farra de varar a madrugada.

Virar cobaia de prato novo da casa e nem precisar palpitar de tão bom.

A conta, algumas saideiras e o convite para voltarmos mais vezes.

Convite aceito.

domingo, 25 de janeiro de 2015

Timboo

Foto emprestada da Fanpage. ;)
Finalmente fomos ao Timboo e gostamos muito. A casa, especializada em cervejas artesanais, está aberta há apenas quatro meses, mas já merece elogios. Em uma bela construção do bairro Alto dos Passos, o lugar é aconchegante e descontraído ao mesmo tempo. Logo de cara nos chamou atenção o time de garçons que nos recebeu com simpatia e informação.

Escolhemos uma mesinha na área externa, mesmo com o tempo para chuva, pois a varanda é irresistível. Já acomodados, começou a deliciosa maratona de experimentar as bebidas da casa. O interessante é que não tem um cardápio fixo, cada dia conta com uma carta diferente de cervejas, cerca de cinco tipos. Achei estranho no começo, mas funcionou muito bem, pois a gente acaba se entregando à degustação de todas. Basicamente, são três artesanais que dominam: Antuérpia, Barbante e a própria Timboo.

Partimos, então, para os aperitivos. O cardápio é uma tentação, com muitas opções que levam cerveja em seu preparo, um deleite para os cervejeiros de plantão. Para começar, fomos de chips de jiló, uma paixão do maridão. Todos os estabelecimentos que a gente vai e tem esse petisco é pedido obrigatório. Com isso, acho que nos tornamos o casal mais conhecedor de chips de jiló. O da Timboo deve ter durado cerca de quinze minutos em nossa mesa e está atualmente no topo do nosso "ranking do jiló". Haha!

Antes de pedirmos o segundo belisco da noite, senti uma gota de água na mão, era a chuva avisando sua chegada. Pedimos ao garçom um lugar coberto e, para não perder a viagem, uma porção de torresminho de frango. Minutos depois já estávamos no novo lugar e com nossa porção na mesa. Essa demorou um pouco mais para ser devorada, uns trinta minutos. Não por falta de sabor, mas por ser muito bem servida.

Enfim, um lugar delicioso que indico a todos. Ah, vale dizer também que muitas pessoas haviam falado que o lugar tinha o preço muito alto. A porção mais cara no cardápio está a R$ 29 e as cervejas, de 300 ml, estão na faixa de R$ 6. Achei muito justo.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Produtos Caprilat


De vez em quando falo sobre algum produto aqui no blog. Mesmo esse não sendo o principal foco do conteúdo, tem algumas coisas que merecem ser ditas. É o caso da linha de laticínios Caprilat, que me surpreendeu muito. Sou apaixonada por queijo e sempre fiquei com o pé atrás quando o assunto era produção com leite de cabra, ficava imaginando algo estranho, sei lá. Rsrs! Mas quando provei os queijos dessa marca fiquei maravilhada, que sabor e que qualidade.

O bacana é que esse tipo de produto atende não só ao paladar, mas também ao grupo de pessoas que possuem intolerância à lactose. É muito bom saber que pessoas com esse tipo de restrição alimentar tem ao alcance um produto de qualidade para seu consumo.  Enfim, é uma dica inclusiva e muito saborosa! ;)

*Devorei meu queijo e não deu tempo de tirar foto, por isso usei uma imagem emprestada do site da marca.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Vila Dolores

Foto emprestada da Fanpage/Vila Dolores
O primeiro post de 2015 era para ser o último de 2014. Não deu tempo. Mas não posso deixar de falar da Vila Dolores, lugar escolhido pelo maridinho para celebramos o nosso fim de ano. Logo ao chegarmos já fiquei encantada com o clima, cheio de luzinhas e lanternas de papel.

Um longo cardápio, incluindo as especialidades de comida japonesa e mexicana, me deixou com um pouco de medo no começo, o que rapidinho se desfez. Optamos pela comida japonesa e tudo, tudo mesmo, que veio à mesa estava delicioso. Foi uma noite espetacular, com direito a muitos sabores, chamegos, luzes e um belo encerramento de ano.

Pronto, agora esperando as surpresas de 2015.