segunda-feira, 27 de julho de 2009

Vinho para elas


Na manhã dessa segunda-feira (27), os principais jornais e sites de notícias nos acordaram com um brinde especial. A notícia é que, segundo estudo, o consumo moderado de vinho tinto pode aumentar a libido sexual feminina.
A pesquisa foi realizada pela Universidade de Florença e contou com a partipação de 798 mulheres italianas. Classificada em três grupos, de acordo com o consumo diário de vinho, a mulherada respondeu questionários com 19 perguntas sobre sexualidade.
O resultado desse trabalho constatou que o grupo de mulheres que consomem uma ou duas taças de vinho por dia, apresentam maiores índices de desejo sexual. O estudo ainda deve passar por considerações e pesquisas, a fim de possibilitar mais conhecimento e credibilidade para ao assunto, mas já é um começo.
Minha dica é a seguinte: se pipoca é afrodisíaca e exerce algum efeito sobre os homens, vamos aliar os dois ingredientes. Um mistura que contenha pipoca para eles e vinho tinto para elas.
Que tal?

Ardida
As assessorias de imprensa produzem um texto divulgando alguma informação que posteriormente é enviado para a imprensa, o famoso release. Esse é o trabalho das assessorias. Contudo, alguns jornais e sites não tem o cuidado de trabalhar melhor a informação, fazem simplesmente cópia. Essa notícia está idêntica em vários meios. Poderiam trazer uma novidade, uma outra abordagem, um ponto de vista relevante, ou mesmo, uma edição diferenciada.

Veja o texto sobre pipocas.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Chocolate dos Deuses


Lineu, em 1573, nomeou a árvore de cacau de Theobroma cacao. A designação do gênero (o primeiro nome) vem do grego e significa “alimento dos deuses”. Antes de ser nomeado, em 1554, o cacau foi levado por frades dominicanos da América para a Espanha. Juntos com uma delegação da nobreza maia, os frades apresentaram o chocolate batido para o príncipe Filipe, futuro rei Filipe II, que, segundo historiadores da alimentação, não gostou nem um pouco do produto.
Maias e astecas consumiam o produto batido. Diz-se que os astecas, abstêmios, gostavam da bebida pelo fato de ela não ser alcoólica. Além de triturar a semente para a produção da bebida, usavam-na como moeda. Bebiam o cacahuatl frio. Trituravam as sementes, pulverizavam com água, coavam e filtravam o preparado. Em seguida entornavam o líquido de uma vasilha a outra para a formação de espuma e a bebiam, amarga e fria.
No século XVII, como resultado do processo de colonização, o cacau encontrou-se com o açúcar e passou a ser consumido como bebida quente. Dizem que os espanhóis, que consumiam muita carne e toucinho, tinham “constipação crônica” e buscaram o cacau como laxante. Dizem, também, que a fama de bebida afrodisíaca fundamentava o desejo dos espanhóis em consumi-la. E a nomearam de chocolate por não gostarem de um nome de produto alimentício começado com caca. Afinal, caca sempre foi um vocábulo chulo que, desde o latim, designa fezes. Essa bebida dos deuses não poderia chamar cacahuatl. Chocolate era nome muito mais adequado.
O chocolate tornou-se cada vez mais popular ao longo dos últimos séculos e é uma bebida apresentada em várias versões: ao leite, branco, meio amargo, com amêndoas, avelãs, etc. Tem alto valor calórico e é muito nutritivo. Rico em proteínas, gorduras, cálcio, magnésio, ferro, zinco, caroteno, vitaminas E, B1, B2, B6, B12 e C. Estudos atuais recomendam o consumo moderado do chocolate preto por sua riqueza em flavonóides, com função cardioprotetora. O cacau tem propriedades antioxidantes e o chocolate é produto estimulante devido à teobromina e à cafeína. A sua ingestão faz com que o corpo libere neurotransmissores, como a endomorfina.
Mas e o gosto? É preciso dizer sobre ele, se é o alimento dos deuses?

José Newton Coelho Meneses
Historiador – Departamento de História/FAFICH/UFMG
Meu agradecimeto a José Newton, é uma honra ter sua participação no blog.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Saindo do forno


A 6ª edição da revista Gourmet Virtual já está disponibilizada no site. Nesse número, a temática foi o inverno, que com seu tempo frio e aconchegante, é ideal para comidinhas especiais. Caldos, fondues, chocolates quentes, queijos, vinhos e outras delícias. Até sorvete tem! Um cardápio especial para a estação mais fria do ano, um verdadeiro convite para abandonar a preguiça dos cobertores. Além disso, a revista traz uma entrevista com o Chef Luciano Antonello, que fala sobre sua carreira e projetos futuros.
Não deixe de conferir. http://www.gourmetvirtual.com.br/

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Ponto para a cultura e tradição de Minas


A Emater-MG lança nesta semana o Projeto de Melhoria de Qualidade do Queijo Cabacinha do Jequitinhonha. A iniciativa faz parte das ações do Agregaminas, programa estruturador da Emater-MG. A proposta consiste em agregar valor aos produtos da agricultura familiar por meio de práticas de produção corretas, garantia de qualidade e origem dos produtos.
O Projeto de Melhoria de Qualidade do Queijo Cabacinha pretende viabilizar adequações necessárias para a legalização do queijo em órgãos de defesa sanitária, fortalecendo assim, a cultura e a tradição deste importante produto do Vale do Jequitinhonha.
De acordo com a coordenadora estadual do Programa Queijo Minas Artesanal, Marinalva Soares, o projeto vai agregar maior valor ao produto, o que vai colaborar com o desenvolvimento econômico e social da região. Com a implementação do Projeto de Melhoria de Qualidade do Queijo Cabacinha, o pequeno e médio produtor também terão linhas de crédito para auxiliar na produção.
Fonte do texto e da foto: www.emater.mg.gov.br

Juntos também na cozinha


Correria, trabalho, compromissos e falta de tempo, fazem parte da realidade de muitos casais em dias atuais. Para alguns, é impossível conseguir um momento disponível para se dedicar ao outro, em passeios ou programas especiais.
Mas, independente da loucura do dia a dia, não deixamos de nos alimentar ou, pelo menos, não deveríamos. Uma dica é fazer desses momentos uma oportunidade para cultivar o relacionamento. Aproveite as refeições para criar um clima gostoso, no qual a preocupação não seja apenas matar a fome.
Escolha uma boa música e descubram juntos as sensações e prazeres da gastronomia, mesmo que seja em um simples sanduíche ou, até mesmo, em um prato elaborado. A gastronomia aproxima as pessoas. Na cozinha as cores são outras, ficam cheias de vida e beleza, nos enchendo de inspiração. A mágica acontece...

Teoria da conspiração


Recentemente, circulou pela rede um email afirmando que uma cooperativa de plantadores de feijão estaria infestada pelo protozoário Trypanosoma Cruzi, causador da doença de Chagas. O assunto foi muito discutido e desmentido, pois as informações relatadas na mensagem não tinham fundamento.
Se não bastasse, essa semana começou a circular uma nova mensagem, que chega a ser irrisória. Neste email, que tem como titulo “A verdade sobre o feijão infectado”, o autor passa o texto todo justificando o email anterior, afirmando que realmente era falso e que ele nos revela a verdade sobre história. “A mensagem anterior realmente é falsa. A cooperativa de produtores de feijão usou esse disparo falso como estratégia de marketing, com obijetivo de atrair olhares para a marca, uma jogada de mestre”.
Essas pessoas que teimam em lançar campanhas na internet com informações alarmantes, deveriam ao menos ter o trabalho de pensar antes de escrever. Querer fazer terror, espalhar um vírus ou qualquer outro coisa, tudo bem, cada um com sua loucura. Agora, tem que ter um mínimo de coerência.
A mente responsável por tal proeza deveria levar em consideração alguns pontos, caso queira vender seu conto da carochinha. Mas, caso a intenção seja apenas nos fazer rir, cumpriu sua função. Isso, porque apenas nesse trecho que citei, já é possível pontuar algumas questões:
- Ao invés de usar a criatividade e criar um novo assunto, preferiu se basear em um material já defasado na rede, todos já viram esse email!
- Considerar o email falso como estratégia da cooperativa, fala sério! Quem ia querer criar uma imagem negativa?
- E como a marca atrairia os olhares da população, sendo que em nenhum momento é citado o nome da cooperativa, para quem devemos olhar então?
- E para finalizar, já estão desrespeitando o coitado do feijão, tinha que atacar a língua portuguesa também, será que esse era o obijetivo?

quinta-feira, 9 de julho de 2009

No Rio tem mar, mas também tem bar

O festival Comida Di Buteco, que há dez anos é sucesso em Belo Horizonte, também fez bonito no Rio de Janeiro. O evento se propõe a promover o resgate da chamada culinária de raiz e, por meio dos petiscos, criar uma motivação - além do chope e da cerveja - para que o público vá aos botecos.
A deliciosa competição pelo prêmio de melhor Boteco durou um mês no Rio de Janeiro e levou aos 30 estabelecimentos participantes do festival milhares de botequeiros.
O júri especializado, em conjunto com esses tantos botequeiros, elegeram a Academia da Cachaça como o melhor boteco, que concorreu com o petisco “empada de queijo coalho e alecrim”. Em segundo lugar ficou o Original do Brás, com o tira-gosto “Doce Refúgio”, e em terceiro o Enchendo Lingüiça, com “Linguça Croc”.

Texto especial para minha amiga Fabíola Mattos, mineira de coração, mais que está se rendendo aos encantos da cidade maravilhosa.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Pipocas!


Segundo o site da Época, na coluna Saúde & Bem Estar, pipoca é comida afrodisíaca. A notícia foi publicada há alguns dias, mas fiquei com a informação pairando sobre os meus pensamentos.
A descoberta é de fato intrigante, uma vez que é uma comida comum e geralmente consumida em grande quantidade, levando em consideração que quando começamos a comer pipoca é difícil parar.
Mas o que me deixou pensativa, foi o fato da matéria estar na coluna relativa à saúde e bem estar. Quando soube da novidade, fui direto na coluna sobre gastronomia, mas a informação não estava lá. Será que foi apenas uma questão de distribuição na redação do site ou trata-se mesmo de uma notícia importante para a saúde e bem estar dos brasileiros?
Independente da resposta à pergunta acima, vale fazer uma recomendação: faça uso da pipoca com moderação. Pois, segundo a descoberta - noticiada pelo site do jornal inglês Guardian, que cita como fonte a revista masculina Men's Health - a substância presente no milho aumenta o fluxo sanguíneo e a quantidade de espermatozóides, melhorando o desempenho sexual e também a fertilidade.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Com um toque de Mariana


Não poderia deixar de falar dos meus mais recentes filhotes,assim chamo meus trabalhos. O primeiro, a participação na Revista Verdemar no mês de junho, escrevi alguns textos para eles, não deixem de conferir.
E o segundo, não menos importante, a revista Gourmet Virtual. Com espírito de estréia, depois de ficar algum tempo desativada, o Gourmet Virtual volta com força total em sua 5º edição. É para esse produto que destino a maior parte do meu suor ultimamente. Propondo mais uma vez, nosso tema preferido: gastronomia. Então, não deixem de ler e enviar suas críticas e sugestões.
http://www.gourmetvirtual.com.br/

O samba de Dalva de Oliveira


Sob os olhares da velha guarda da Portela acontece o samba no Dalva Botequim Musical. O nome do bar é uma homenagem à cantora Dalva de Oliveira, que brilhou na época do rádio.
Entre fotos da velha guarda, vinis e fotos de cantores que fizeram história, a decoração atrai os olhares de todos que passam por ali em uma verdadeira viagem no tempo. A música, como não poderia deixar de ser, é de origem pura, relembrando clássicos consagrados.
O botequim fica muito cheio, então, meu conselho é: aqueles que querem agitação, certamente vão parar na porta, aos redores - para os que querem ouvir a música, sentar e comer um petisco tranqüilo, fique do lado de dentro e aproveite a arte de botecar.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Um estranho no ninho


Os estudantes que moram sozinhos passam por situações diversas, que contando muitos não acreditam. Nesses casos, é preciso fotografar a cena para ter credibilidade, valendo-se da máxima “ver para crer”.
Assim aconteceu nos tempos da faculdade. Hora do almoço, atrasada para algum dos três estágios que fazia ao mesmo tempo, fiz uso de um recurso comum entre essa classe: colocar a carne para descongelar ao sol que bate na janela.
Minutos depois, fui surpreendida por um ladrão de carne, imponente e destemido, aparecia o gavião. Ao contar sobre o fato, ninguém acreditou. Pensei que talvez não inspirasse verdades ou que o episódio era mesmo duvidoso: uma ave que atendia a seu instituto primário, a caça, entre prédios de uma sociedade civilizada.
Mas a história era muito boa, merecia a importância devida. Então, no final de semana, com mais tempo disponível, resolvi tentar a sorte. Coloquei um pedaço de carne, desta vez fora do plástico, com intuito de atrair ainda mais a ave. Para minha felicidade, o gavião voltou, repetiu o feito e a ação foi registrada.

Moral da história: Nunca coloque carnes para descongelar na janela.

Esta é uma obra de ficção, qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência.