quarta-feira, 1 de julho de 2009

Um estranho no ninho


Os estudantes que moram sozinhos passam por situações diversas, que contando muitos não acreditam. Nesses casos, é preciso fotografar a cena para ter credibilidade, valendo-se da máxima “ver para crer”.
Assim aconteceu nos tempos da faculdade. Hora do almoço, atrasada para algum dos três estágios que fazia ao mesmo tempo, fiz uso de um recurso comum entre essa classe: colocar a carne para descongelar ao sol que bate na janela.
Minutos depois, fui surpreendida por um ladrão de carne, imponente e destemido, aparecia o gavião. Ao contar sobre o fato, ninguém acreditou. Pensei que talvez não inspirasse verdades ou que o episódio era mesmo duvidoso: uma ave que atendia a seu instituto primário, a caça, entre prédios de uma sociedade civilizada.
Mas a história era muito boa, merecia a importância devida. Então, no final de semana, com mais tempo disponível, resolvi tentar a sorte. Coloquei um pedaço de carne, desta vez fora do plástico, com intuito de atrair ainda mais a ave. Para minha felicidade, o gavião voltou, repetiu o feito e a ação foi registrada.

Moral da história: Nunca coloque carnes para descongelar na janela.

Esta é uma obra de ficção, qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência.

3 comentários:

Tatiana Diniz disse...

ardida com certeza... é isso que acontece quando invadimos o espaço dos outros, também somos inavadidos.. é a natureza se rebelando.. muito boa mariana!

Fabíola Mattos disse...

Eu tenho uma boa história relacionada ao desbravar da cozinha quando se sai da casa dos pais...
A menina que mora comigo tinha uma mão indiscutível para bolos e tortas. Um triste dia tudo desandou, olhamos o forno, a questionamos quanto ao fermento, e tudo que ela dizia era "comprei fermento novo, o forno estava quente, o problema é comigo".
Todo o resto das delícias que não iam ao forno continuava ótimo, mas falava-se em bolo ela desanimava. Ai um dia alguém teve a idéia, "Fabíola faça você o bolo hoje, seu bolo tb é bom! Vamos ver se achamos o erro". Topei logo, não via o hora de comer aquele bolo de cenoura com cobertura de chocolate!! Mas quando estávamos reunindo os ingredientes tivemos a fatídica surpresa... Ela estava usando fermento de pão!!! Não aguentamos de tanto rir! E ela nos perguntava, “o que, que tem de mais nesse fermento?”. A preguiça de quem mora sozinho de ir ao supermercado – mesmo que ele seja do outro lado da rua- nos fez desistir do bolo nesse dia. Mas depois dessa... o bolo era o de menos!

Mariana Marcial de Almeida disse...

Histórias não faltam Fabíola... jovens fora da casa dos pais fazem cada uma.. contando ninguém acredita...rs!
beijos!