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Assa peixe em Sabará


No final de novembro do ano passado estive em Sabará, bem pertinho da capital mineira, para participar do 27º Festival da Jabuticaba. Na época estava em uma correria e acabei não falando uma linha sobre o assunto aqui no blog. E agora vasculhando alguns arquivos achei um material bacana, receitas e dicas que vale contar para vocês. Além de servir de inspiração para participar do próximo festival, a cidade merece ser visitada sempre, pois os produtores artesanais, restaurantes e cozinheiros estão preparados para receber o ano todo.

Para começar, preciso contar a minha maior surpresa por lá, o assa peixe frito. É feito pelo cozinheiro Manoel Ferreira, que trabalha no restaurante do Parque Quinta dos Cristais. Ele conta que aprendeu a cozinhar com a mãe, que o ensinou não só o ofício, mas também o prazer em degustar e identificar os sabores presentes em cada garfada.

Para quem não conhece (assim como eu não conhecia), o assa peixe é uma urtiga, muito usada como planta medicinal. Mas nas mãos de Manoel, a história é outra. Ele prepara a iguaria fritinha, bem crocante e surpreendentemente uma das coisas mais gostosas que já experimentei. Ficou curioso? Então, anote a receita e comece a perguntar a vizinha se ela tem a planta no quintal, já que não é algo que se encontra para comprar no mercado.

Assa peixe frito

Ingredientes:
Folhas de assa peixe
4 ovos
1 colher de sopa de queijo parmesão ralado
2 colheres de sopa de farinha de trigo
1 pitada de pimenta do reino ou pimenta calabresa
2 dentes de alho
Sal a gosto
500 ml de óleo

Modo de preparo:
Bater os ovos e misturar o alho picadinho, o sal, a pimenta e o queijo ralado. Misturar até ficar homogêneo e adicionar a farinha de trigo peneirada até formar uma massa. Lavar e secar as folhas de assa peixe e passar na mistura para empanar. Fritar em óleo quente até dourar. Servir ainda quente!

Comentários

Késia Mara disse…
Olá, amei seu blog. Ele é inspirador e inteligente. Estou te seguindo, andarei sempre por aqui.

att,
Kesia Mara
JULIO CESAR disse…
NOSSA ESTOU MARAVILHADO PARABÉNS PELA INICIATIVA
NA MINHA CASA TEM UM PE QUE RESISTE OS CORTES QUE SEMPRE MEU IRMÃO FAZ
ELE FICA DO LADO DO GALINHEIRO , SEMPRE AS GALINHA DA UM JEITO DE PULAR
NO GALHO PRA COMER AS FOLHAS
O MAIS IMPRESSIONANTE E GUANDO CHEGA ÉPOCA DE FLORA ELE DA UMAS FLORZINHA
PEQUENINHA BRANCA E DA UM CHEIO MUITO BOM , OS INSETOS ADORA ,PRINCIPALMENTE
AS ABELHA .
HOJE DESCOBRI QUE E UMA EXCELENTE PLANTA MEDICINAL
Uso medicinal: Emprega-se contra tosse e bronquite. Alivia, também, os sintomas da gripe como coriza, febre e dor no corpo.
VOU ESTAR SEMPRE AQUI

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Fondue de torresmo

Tem algumas combinações na cozinha que são simplesmente perfeitas e que devem viver em eterna harmonia. Uma delas é angu com torresmo, paixão unânime na minha família. Às vezes, quando vamos para casa (casa dos pais será sempre a nossa casa), minha mãe já deixa o angu pronto, só esperando a nossa chegada. E, como todo clássico, é difícil encarar com riso fácil algum variação ou novidade daquilo que conhecemos desde criança. Mas, aí está a beleza da vida, se permitir a novas experimentações.

Assim conheci o Fondue de torresmo do Bar do Marquim, em Juiz de Fora. Confesso que fiquei ressabiada com a proposta, mas, quando provei, foi de enlouquecer. Angu bem molinho, com bastante queijo e torresmo crocante para mergulhar. Um afago à alma! Fácil, barato, saboroso e com gostinho de lembrança. Uma prova de que a vida pode ser simples e sensacional!
Bar do Marquim Rua Santo Antônio, 10, Centro – Esquina com Rua Paula Lima

Lenda do bacuri

Outra lenda interessante é sobre a origem do bacuri. Dizem que, certo dia, na floresta, apareceu a cabeça de um índio caxinauá, que havia sido degolado por um de seus companheiros. A cabeça aterrorizava a tribo com exigências que deveriam ser cumpridas para evitar que não lhes fosse tirada a vida. Todos deviam buscar, na floresta, um fruto amarelo escuro e manchado, com casca dura e uma polpa deliciosa, vindo de uma árvore cheia de flores avermelhadas. Os índios obedeceram às ordens por muito tempo até que um dia alguém resolveu experimentar o fruto, sendo seguido por todos os outros índios. A cabeça ficou muito brava e se transformou na Lua. Depois disso, sempre que comiam a fruta, davam as costas para Lua.