quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Comida que emociona


Tem aquela comida para matar a vontade de comer. A que alimenta nosso ego (quando fazemos uma obra prima na cozinha!). Pode ser uma comida típica, cheia de valor cultural. Tem a nossa comidinha do dia a dia, que papai e mamãe nunca deixaram faltar à mesa. E teria outras tantas para falar aqui.
Ressalto aqui a comida que emociona pelo simples fato de alimentar quem tem fome. Essa sim, feita a mãos que não buscam apenas o salário no quinto dia útil do mês, mas que acreditam que cozinhar 700 quilos de arroz por dia muda sim alguma coisa. Que preparar mais de 5 mil refeições para o almoço, não é simplesmente uma profissão, mas sim um ato de cidadania. Pessoas que cozinham toneladas de carne por semana, com o tempero mais gostoso, amor.
Em visita a um dos Restaurantes Populares em Belo Horizonte, no meio de uma turma de aspirantes a cozinheiros, fui apresentada à realidade de uma cozinha grande. Seja em quantidade ou em alma.
Não é um trabalho voluntário, é como qualquer outro emprego ou, pelo menos, parecia ser. Tem as dificuldades de toda profissão: problemas com infraestrutura, ferramentas que não funcionam, fornecedores intransigentes e relação complicada com os patrões (e nesse caso estamos falando do patrão prefeitura).
O que mais me encantou nessa visita - não desmerecendo os grandiosos números de arroz, feijão e carne que são gastos pelo restaurante, bem como a rigorosa higiene do lugar - foi a declaração de uma das funcionárias do lugar. “Às vezes pensamos em fazer uma greve para reivindicações, mas quando pensamos em mais de 5 mil pessoas sem almoço, esquecemos dos problemas e tratamos de mexer as panelas”.
Diante disso, tudo mais que vi no restaurante ficou pequeno, ficou insignificante para escrever um texto a meus poucos e fiéis leitores. Não poderia contar a vocês outra coisa, senão essa comida que emociona.

Para quem quiser experimentar uma comida de qualidade, saudável, saborosa e emocionante, coloco os endereços dos restaurantes populares em BH:
- Próximo à Rodoviária – Avenida do Contorno, nº 1148, bairro Centro
- Setor hospitalar – Rua Ceará, nº 490, bairro Santa Efigênia
- Venda Nova – Rua Padre Pedro Pinto, nº 2277, Estação “BHBus”, bairro Venda Nova

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Copa, Olimpíadas e Cupuaçu


Já tínhamos a Copa do Mundo para 2014, agora, vencemos a competição pelas Olimpíadas de 2016. Os brasileiros se enchem de esperanças, os empresários veem a oportunidade de crescerem com seus negócios e os políticos tem a chance de se promoverem. Sem falar nos nossos atletas, que estarão a mil.
Esses acontecimentos certamente entrarão para a história e movimentarão todo e qualquer setor no país. Vejo nisso uma chance única de fortalecermos e divulgarmos a gastronomia brasileira. Serão muitos turistas dispostos a conhecer nosso país, nossa cultura. Além disso, o Brasil terá projeção mundial, será notícia em vários lugares, então, façamos da nossa gastronomia notícia também.
É o momento de exaltarmos nossos produtos, é hora de mostrarmos a maravilhosa diversidade de nossa pátria.