sábado, 26 de outubro de 2013

Doçura


Apaixono-me por coisas simples e uma delas é rapadura. Gosto de um farelinho se desfazendo na boca, adoçando a vida da melhor forma possível. Como viajo por muitas cidades do interior de Minas Gerais sempre esbarro com uma produção, mesmo que tímida, desse ouro.
 
Outro dia, na cidade de Crucilândia, conheci o Engenho Irmãos Souza, que fica no distrito de Machados. A prosa foi com o produtor Norivaldo Vicente de Souza, que está à frente do ofício que aprendeu com seu avô. Por lá, o processo é bem sustentável, já que as tachas tem as chamas alimentadas pelo fogo do bagaço da própria cana, sem consumo de lenha.
 
Mas, o que mais me encantou nesse lugar foram as placas que nos recebem e despedem, logo na entrada do engenho. São carinhos assim que, junto com o doce da rapadura, fazem a vida da gente mais feliz.
 
P.S.: Enquanto escrevia esse aqui, a vitrola tocava Gonzaguinha. Simples e apaixonante...

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