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Começo ou fim?

Em pleno Madrid Fusión, Ferran Adriá anuncia o fechamento do seu restaurante El Bulli, eleito por quatro anos seguidos como o melhor do mundo. Essa informação já era especulada por muitos, mas a confirmação oficial só veio agora. O lugar ficará fechado durante dois anos, sendo 2012 e 2013. Isso porque Adriá pretende transformar o lugar em laboratório para estudo da alta cozinha. Segundo o chef, em 2012 o El Bulli completará cinqüenta anos, uma marca que exige inovações. Sinceramente, acho que toda pesquisa e estudo são bem-vindos, pois traz conhecimento, seja ele qual for. Contudo, tenho um pouco de medo do que Adriá vai descobrir. Acho sim, que a gastronomia deve sempre estar em transformação e, o que é mais importante, inovação. Mas também acho que a gastronomia tem seus princípios e que deve ser respeitado o seu conceito. Recentemente, em entrevista à revista Veja , Rogério Fasano, um importante nome da gastronomia brasileira, disse o seguinte: “Cozinha tem fronteiras, sim. Espaguet...

Cardápios em braile

A Secretaria de Turismo de Pernambuco (Setur) apresentou essa semana os primeiros 45 cardápios em braile produzidos em convênio com a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) e a Associação Pernambucana de Cegos (Apec). A proposta é fazer com que cada um dos 250 estabelecimentos associados à Abrasel apresente cardápios adaptados aos deficientes visuais. A expectativa é que até o final do primeiro semestre todos os cardápios dos estabelecimentos conveniados estajam disponíveis nesse formato. A ação tem como objetivo atender à necessidade dos deficientes visuais, assim como, contribuir para o respeito aos direitos dessas pessoas. Segundo a Apec, no Estado inteiro existem aproximadamente 70 mil cegos, enquanto no Brasil a marca chega perto de 700 mil. Essa iniciativa é pioneira no país e pode servir de exemplo para outros governos e estabelecimentos. É uma forma de atender melhor ao seu público, uma vez que, com alguma deficiência ou não, todos são consumidores iguais. E, p...

Ano novo, leitura nova

Além de esperanças, sonhos e projetos, o ano de 2010 começou para mim com duas leituras novas. Livro é sempre um bom presente, quando de assuntos relacionados à gastronomia então, é um verdadeiro deleite. Dentre os presentes de Natal, ganhei duas literaturas que ainda estou desbravando: "1001 comidas para provar antes de morrer" e "Ervas, temperos e condimentos". Ambos são interessantes pelo simples fato de tratar de assuntos comestíveis, embora, pelo que já pude perceber, sejam muito distintos pela linha editorial. Enquanto o primeiro fala de curiosidades e informações sobre diversos alimentos - inclusive os mais exóticos e sofisticados - o segundo é mais técnico e restrito aos seus temas - servindo como uma verdadeira aula. Estou lendo os dois simultaneamente, um em momentos de distração e o outro como forma de estudo. Quando terminá-los, volto aqui para contar minha opinião final.

Tóquio é a capital mundial da gastronomia

Se alguém me perguntasse qual a capital mundial da gastronomia, acho que poderia tecer várias respostas, algumas até inusitadas, mas nem chegaria a cogitar Tóquio. Agora, se alguém perguntar para o Senhor Michelin, a resposta é exatamente essa. Os olhos puxados passaram na frente dos que fazem biquinho para falar. Segundo o Guia Michelin, sistema de avaliação mais conceituado na área, Tóquio é considerada a cidade com o maior número de restaurantes com a melhor avaliação do guia. A capital japonesa conta com 11 restaurantes três estrelas no guia, enquanto Paris tem dez. Já Nova York tem apenas quatro restaurantes com três estrelas. A capital do Japão continua sendo também a cidade mais "estrelada" do mundo, com 261 estrelas no total, 34 a mais que no ano pasado, concedidas a 197 restaurantes. Apesar de Paris estar atrás de Tóquio no número de restaurantes mais bem cotados pelo guia, a França ainda está na frente na lista de países com mais restaurantes três estrelas. O país e...

Mercado Central I

No último sábado, eu com minha amada turma de aspirantes a cozinheiros e nossa incansável professora Cidinha Lamounier, estávamos às 8h da matina no Mercado Central de Belo Horizonte. A visita era parte de uma aula prática para conhecermos mais sobre alguns produtos alimentícios e também seus preços. Ir ao Mercado é sempre um grande prazer, mas dessa vez foi diferente. Estávamos munidos de muito entusiasmo e sedentos por conhecimento. O nosso sentimento era de desbravadores, que em uma manhã descobririam um mundo novo. Por mais que o ambiente fosse comum a muitos de nós, não havíamos olhando com tais olhos anteriormente, menos ainda orientados por um instrutor. Dentre tantas informações que certamente não caberiam aqui, o que mais me encantou foram as pimentas. O que não é de se admirar, visto o nome do blog. A diversidade, a explicação sobre a pungência de cada uma, a origem e aplicação na cozinha, me deixaram mais uma vez encantada por elas. Para quem também se rende a esses frutos (...