Pular para o conteúdo principal

Entrevistando: Deise Novakoski

Eu já conhecia. Da televisão, de entrevistas e livros. De uma harmonização aqui e um Dry Martini lá. Por ser ela a primeira sommelière mulher do Brasil. Mas o que acabei de conhecer foi seu jeito divertido e franco de responder umas perguntinhas perdidas em um dia chuvoso.

Qual maior desafio já vivido?
Equilibrar-me com a balança.

Você sempre participa de programas de televisão, seja como entrevistada ou como apresentadora. Como vê a relação de mídia e gastronomia?
Nunca pensei sobre isso, mas acho que tudo o que fazemos é para ser consumido, seja lá de que maneira for. Portanto, a mídia é fundamental para atingirmos este objetivo.

Assim como os ingredientes brasileiros tem ganhado destaque em pratos, você acha que essa tendência pode ser percebida também nos copos e taças?
Só nas taças de espumantes e nos copitos de cachaça - nos demais produtos corretos produzidos no país, nada é destacável a ponto de despertar a curiosidade do consumidor de outras culturas. Além disso, temos uma enorme indústria de péssimas bebidas. Fora as aguardentes produzidas artesanalmente, os demais destilados são de matar, na verdade. Nossas cervejas beiram a mediocridade se comparadas com as produzidas mundo a fora. Ah, deixa quieto que já já a Ambev me interdita....

E essa tal mixologia molecular?
Gosto! Acho positivo por dois motivos: obriga os profissionais a estudarem mais profundamente a composição dos coquetéis. E, faz com que o consumidor pare para apreciar e degustar cada gotinha/pedacinho do seu drinque.

O que mais encanta em uma bebida?
O sabor.

Qual harmonização perfeita?
Amigos + boa comida+ boa bebida + um bucadim de dinheiro só pra comprar o que for preciso pra cozinhar e beber.

Sua bebida favorita?
Água.

O que não dá para engolir?
Vinhos feitos com uva torrontes – parecem argentinos com a barba delineada e perfumada – ui que horror!

Quais são suas referências?
Atrás da loura, depois do gordo, tá vendo o careca?

Quais projetos desenvolve atualmente?
Nenhum. Projeto é coisa de quem não tem emprego, dou duro todos os dias. Hoje trabalho em cinco lugares: Eça, Globo, GNT, Zona Sul e aqui em casa. Deste último peço demissão. Não recebo, o patrão é bravo e ainda por cima não me deixa beber no serviço.

Fale um pouco sobre seu lado escritora.
Escrever foi o jeito que arranjei de continuar falando - pelos cotovelos, sobre meu marido e meus filhos: o vinho e os coquetéis.

E fale o que mais quiser, se quiser, como quiser...
Só acrescentar que se eu pudesse começar tudo novamente eu repetiria tudo sem tirar nem por. Ou pondo e tirando, como queira. Mas que repetiria, isso eu repetiria. Oh, vida boa sô!!!

Comentários

Ciça Roxo disse…
Ardidíssima, do jeito que eu gosto.
De fato a Deise é uma delícia, um tempero, uma zest que dá "a" graça da receita.
Gostei da receita de harmonização.
Valeu!
bjs,
Ciça Roxo
maroch disse…
Por mais ardidas que sejam - mulheres são sempre suaves!

Ainda mais Deise Novakoski.

Suave feito dia de maré baixa no mirante do leblon.

Ótima entrevista!
Não conheço a Deise pessoalmente mas ja li sobre ela. É exatamente a pessoa da entrevista. Suas respostas são certas e diretas. Isto é bom. Experiência a ela não falta.
Mariana, parabéns pela iniciativa, entrevista e escolha do entrevistado. Sucesso sempre para você.
Carlos Pita
Mattosquela disse…
Que delícia de entrevista!

Que entrevistada mais encantadora, ironica e talentosa!

Que entrevistadora mais encantadora, talentosa e de bom gosto!

Aplausos!

Ps: Li no facebook que o acesso por aqui está nas alturas... vamos comentar aí povo! Blog comentado = blogueiro feliz
Heiko Grabolle disse…
Oi Mariana, gostei muito da entrevista, parabens! A Deise Novakoski sempre surpreende né?

Abracos
Chef alemao Heiko Grabolle
Felipe Tavares disse…
Bota franco nisto!rs Entrevista feita com pimenta?rs Parabens pela matéria!
Bota feliz nisso Mattosquela... obrigada a todos!! Beijinhos!!

Postagens mais visitadas deste blog

Petiscos sem carne

Na última sexta-feira foi dia de receber pessoas especiais em casa e (...) que não comiam carne. Isso pode até parecer um problema inicialmente, mas é coisa fácil de resolver. Afinal, tem tanta coisa gostosa nesse mundo. Preparei vários petiscos sem carne, mas vou dar a receita de três que considero a facilidade em pessoa.
Caponata de Beringela 1 berinjela em cubos + 1 cebola fatiada em meia lua + 4 dentes de alho fatiados + 1 pimentão vermelho em fatias meia lua + 1 pimentão amarelo em fatias meia lua + 100 gramas de uvas passas branca + 100 gramas de amendoim torrado e sem casca + 1 xícara de chá de azeite + sal e pimenta do reino = Coloque todos os ingredientes (com exceção dos temperos) em um tabuleiro e leve ao forno alto. Deixe por 30 minutos, misturando de vez em quando. Retire do forno e tempere.
Tomatinhos confitados 500 gramas de tomatinhos (sweer grape, uva, mini italiano) cortados ao meio + 2 dentes de alho picadinhos + 200 ml de azeite + manjericão fresco à gosto + 1 pita…

Receita de bolo #casadinhos

Traduzir amor em comida é uma das melhores coisas da vida. Dá uma sensação boa preparar tudo com muito carinho e depois ver a pessoa degustando a comidinha com esse tempero especial. E uma das coisas que mais faço para agradar os que amo é bolo. De aniversário, gelado ou mesmo aquele simples, bem roceiro. Tudo é motivo para bolo! Ontem ganhei uma goiabada cremosa apetitosa que na mesma hora virou motivo de bolo. Com alguns minutos o tabuleiro já estava no forno, o cheiro tomando conta da casa e o maridinho abrindo aquele sorrisão de quem iria se esbaldar de bolo/amor.
Bolo de goiabada com queijo
Ingredientes: 4 ovos 2 colheres de manteiga ½ xícara de creme de leite 2 xícaras de açúcar 2/3 xícaras de leite 4 xícaras de farinha de trigo 1 colher de chá de fermento biológico 4 colheres de sopa de queijo minas ralado 4 colheres de sopa de goiabada cremosa 1 xícara de leite condensado
Modo de preparo:
Bater em uma batedeira as gemas, manteiga, creme de leite e açúcar até formar um creme. Acr…

Docinhos mágicos

Sou daquelas que troca cinquenta bombons com ouro comestível, florzinha de pasta americana e corante por um cajuzinho. Gosto dos tradicionais, dos sabores simples e verdadeiros. Aqueles docinhos honestos, que não tem gosto de produtos industrializados, mas que traduzem carinho em forma de bolinhas.
Gosto também das mãos por trás deles. Pessoas que não deixam essas receitas se perderem, criam outras e valorizam o artesanal. Eis que surgem os Docinhos Mágicos da Lylli Paper, marca recém-lançada por uma querida amiga. Tudo é feito artesanalmente e com um cuidado extremo para alegrar sua alma. Já provei os seguintes sabores: brigadeiro de paçoca, canela, coockie de morango (que me deixou desmaiada de amor), óreo, e os docinhos de leite ninho, beijinho e, minha paixão maior da vida, cajuzinho. As opções são diversas e o preço bem camarada, viu?
A Lylli Paper também faz projetos customizados para diversos eventos como aniversário, casamento, chá de panela, batizado e outros. Eles cuidam d…